20 de Maio de 2012
Na solenidade da Ascensão somos sempre convidados a não ficarmos parados a olhar para o céu mas a lançarmo-nos a descobrir uma terra nova. Como que dum satélite vemos um novo percurso feito da prioridade do anúncio do Evangelho. Ficou, da rotina do tempo de cristandade, batizar. Mas sem fé, batizar é um engano e um tremendo desperdício. Há quatro anos, o Senhor Cardeal Patriarca publicou normas para a celebração do batismo, rumo certo e seguro para a renovação da vida cristã.

Quando a Europa esquece e nega as suas origens cristãs temos que olhar no segredo da oração para o mistério escondido na doação eucarística para a vida a ser anunciada. Teremos em cadeia com a adoração eucarística da diocese lausperene no dia 25 das 10h da manhã às 10h de sábado.

Vejo uma graça a renovar a paróquia e a Ericeira. Depois da bela celebração da primeira comunhão do passado domingo vamos em profunfidade retomar um novo ritmo assente fé. Precisamos de descobrir caminhos certos para a catequese, para as famílias,  para o areópago do turismo que bafeja nossa terra. A Igreja tem consciência clara que só evangeliza com o testemunho que nunca é uma película superficial ou mero adorno vistoso.

No dia 31 às 21,30 teremos procissão das velas. Os pescadores e a Irmandade da Misericórdia costumam estar particularmente presentes, mas é uma benção para toda a terra que procuramos.
Armindo Garcia

13 de Maio de 2012
Neste domingo podemos recordar que o Papa Paulo VI esteve em Fátima há quarenta e cinco anos. Voltar a escutar aquela voz que se dizia humilde e trémula é encontrar um mestre do caminho num tempo de profunda mudança feito de incerteza e fascínio. A incerteza advinha de dois arsenais poderosos que se ameaçavam na chamada guerra fria. O fascínio embriagava-se nas descobertas científicas e tecnológicas pese embora não ser acompanhadas pelo progresso moral. Neste contexto o Papa lançou o reto: Homens sêde homens, sêde homens cordatos, magnânimos. Não temos dúvidas que a nova evangelização tem por base homens inteiros, não escravos de interesses sejam eles o consumo, a fama ou o bem estar. Em termos da nossa memória : Homem de uma só fé e dum só parecer antes quebrar que torcer.

Neste dia treze celebramos a festa da primeira comunhão. Com o evangelho dominical desejamos que as crianças possam descobrir a companhia de amigos que formamos na Igreja porque temos Deus como horizonte. A Igreja, as famílias, a escola, a Ericeira renovam-se com esta festa dos amigos de Jesus.
Armindo Garcia

05 de Maio de 2012
Vinha caminhando por ruas da vila a pensar no texto desta semana quando uma senhora brasileira se me dirigiu com muito carinho: "Senhor padre escreveu o que está na capela de Santo António, a face mais bela. Gostei tanto que tenho posto na porta do meu quarto, para ir relendo." Escrevera de uma assentada porque já o tinha dentro de mim.

Lembro-me da confidência do escritor Miguel Torga quando recebeu o Seminário de S.José de Caparide em Coimbra. Dizia que parir os seus textos implicava muita sudação e acrescentava para os seminaristas: Façam desde já da vossa secretária um altar.

Neste domingo retenho dois pensamentos que me parecem duas virtudes da vida. Primeiro a educação para a confiança que o salmo 130 evoca primorosamente como criança ao colo da mãe. É a virtude fundamental da vida para atravessar todos os riscos. A outra é a fidelidade à experiência do reino que nos faz caminhar nas alturas 

No dia um de Maio alguns acólitos da paróquia foram com noventa da vigararia a Óbidos. Vinham tão felizes que não posso esquecer tanto contentamento.

Celebramos a festa do Pai nosso da catequese paroquial. Já me deixo habitar pelas vozes cristalinas a dizer Pai nosso e a procurarem o Reino de Deus.
 
Armindo Garcia

28 de Abril de 2012
Continuamos a celebrar a Páscoa. O quarto domingo alarga o nosso horizonte contemplando Jesus ressuscitado na beleza bucólica de Bom Pastor. É todo o quadro feito de alegria, de paz, de generosidade. Os horizontes humanos são muito marcados pela aflição do desvio e por vidas insatisfeitas e incompletas. O Bom Pastor configura protecção, segurança, vida plena.

É da tradição da Igreja lembrar neste dia os que a servem no ministério pastoral. Há a convicção que os presbíteros são sacramentos de Cristo Bom Pastor da humanidade. S. Tomás de Aquino afirmava que o ministério pastoral é um ofício de amor. O amor antecede, preenche e manifesta um coração cheio. A fidelidade actualiza a compaixão de Jesus que tinha pena das multidões que andavam como ovelhas sem pastor (Cf Mat 9,36).

O Papa Paulo VI redimensionou este dia como dia mundial de oração pelas vocações de especial consagração. Fundamenta-se que o amor de Deus antecede a génese de todas as vocações e que os dons do amor de Deus devem ser pedidos e desbloqueados os corações para que sirvam um grande Amor. A Igreja realiza-se plenamente quando se deixa possuir por este grande amor.
Armindo Garcia

20 de Abril de 2012
A mentira usualmente acontece quando não se diz a verdade. S. João, neste domingo ( I Jo 2,4), considera mentiroso  o que diz que ama a Deus e não cumpre os mandamentos. No discurso da despedida Jesus repetidamente lembrou que O ama aquele que permanece n´Ele cumprindo os mandamentos. É ilógico ou incoerente o modo assumido de se afirmar cristão sem cumprir os mandamentos.

O modo de ser implica um modo de agir. Lança muita confusão e fragilidade dizer-se crente e com muito amor a Deus sem o caminho seguro do cumprimento dos mandamentos da lei de Deus. É o caminho oposto do amor não cumprir os mandamentos, mas antes uma debilidade que não testemunha o amor nem a construção da comunidade.

A novidade da Páscoa em que Jesus entra, como diz o Papa, com as portas fechadas das nossas casas e dos nossos corações requer uma lógica e coerência, porque é uma surpresa de vida nova.

O entusiasmo das crianças que se preparam para a primeira comunhão não pode ser perturbado com fósseis de vida cristã ou com expressões cristalisadas e vazias que perturbam a pureza infantil. Que o Jesus da Páscoa possa entrar  no coração das crianças mesmo quando as famílias e a sociedade fecham as portas ao encontro que muda a vida.
Armindo Garcia

14 de Abril de 2012
A semana da oitava da páscoa, toda ela baptismal, recorda-nos de muitos ângulos a nossa identidade cristã. Como multidão dos que abraçaram a fé e no seu interior cada um é discípulo, os crentes atraíam a simpatia de todo o povo por uma vida de reconhecida credibilidade, verificada na partilha.

Dá gosto rever as fotografias do album de família do Livro dos Atos dos Apóstolos, marcados pela alegria, pela comunhão de vida, por uma simplicidade ecológica. Logo nos começos se acentua a descoberta do domingo, como o Dia que o Senhor fez. Não já o sábado da criação, da Lei do Sinai e da Aliança de Moisés mas o Domingo da Ressurreição do Senhor.

Faz parte da identidade cristã, como nos legaram os primeiros cristãos, não se poder viver sem o domingo. Renovar a Igreja na sua identidade e testemunho passa pela descoberta e celebração do Dia do Senhor. A vida cristã torna-se frágil e presa de todos os perigos se se dilui no desmazelo e no vazio se se deixa dominar pelo materialismo, por um bem estar paralisante. A frescura da Páscoa vem rejuvenescer vidas estafadas e dar paz, reconciliação e serenidade a vidas que descobrem a sua vocação de renascer e ser família cristã.
Armindo Garcia

07 de Abril de 2012
Já me deixo possuir pela notícia das notícias longamente experimentada durante a vigília das vigílias que celebramos esta noite: O Senhor está vivo.

Mais uma vez fui saboreando os momentos desde a benção do lume novo à tranquila escuta da Palavra que sinaliza o caminho do povo da páscoa da nova aliança. Depois a liturgia baptismal, aqui na Ericeira ganhando visibilidade com o baptismo do Valter que há muito se prepara e nestes dois últimos anos com dois encontros semanais, reafirmamos que somos um povo portador de luz, que vai ao encontro do seu Senhor.

A água lembra o mar onde se sepulta o homem velho para nos erguermos com Cristo, o Homem novo. Esta leveza do ser quando acolhida transforma-nos. Detive-me na ladainha que antecede a benção da água. Os santos que lavaram as suas túnicas no sangue do Cordeiro são invocados  para passarem a celebração connosco como testemunhas da novidade de vida transformada.

Agora é a nossa vez de levar a notícia às pessoas e a todos os ambientes de vida, pese embora todas as resistências, ou porque esqueceram ou porque nunca a ouviram. Mas a alegria da salvação é mais poderosa que todas as tristezas e esta é a graça do povo que nasce da páscoa. É a notícia que somos chamados a levar a toda a Ericeira e que transforme em alegria e numa imensa felicidade a vida de todo o seu povo.
Armindo Garcia

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Horário da Missa:
Domingo: 10h15 na Igreja de Santo António
Nos primeiros Domingos de cada mês a Santa Missa é celebrada na Igreja de Nossa Senhora do Ó

O serviço de cartório da Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Porto da Carvoeira
funciona na Igreja Paroquial de S. Pedro, na Ericeira no seguinte
Horário :
de Terça a Sexta das 10:00 h às 12:00 h
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Tel 261862552


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HORÁRIOS DAS MISSAS

De Terça a Sexta  às 19:00 h

Sábado Missa Vespertina
Ericeira 19:00 h
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Domingo
Ericeira  9:00 h
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Na 1ª segunda Feira de cada mês às 17:00 h è celebrada Missa na Igreja da Misericórdia
Horário do Cartório :
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                         das 14:00 h às 18:00 h
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Reuniões de Preparação de Baptismos

   Os pais que desejam batizar os filhos nas Paróquias de S. Pedro da Ericeira ou de Nª Srª do Ó da Carvoeira devem fazer a inscrição/resrva de data com pelo menos 2 meses de antecedência.
 
 As reuniões para Pais e Padrinhos realizam-se nos 2º e 4º Sábados de cada mês às 15:00 h


Processos de Casamento

Os noivos que desejem preparar o seu matrimónio deverão fazer a marcação de reunião com o Pároco no Cartório da Igreja Paroquial de S. Pedro da Ericeira no horário de expediente.
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SAUDAÇÃO DO PADRE ARMINDO A QUEM VISITA A ERICEIRA

Este artigo encontra-se disponivel em formato papel, na Capela da Boa Viagem, em Português, Francês, Inglês, Italiano,  Alemão e Castelhano.