03 de Julho de 2010
A surpresa
quando quarta-feira à tarde fui surpreendido por dois jovens de rosto feliz que me pediam se alguém da paróquia lhes podia dar jantar e alojamento porque eram peregrinos.A primeira reacção interior foi de muita prudência. Como íam à missa preparava-me para os alojar no Salão paroquial e dar-lhes algum dinheiro para irem jantar.Disseram-me que não podiam aceitar nenhum dinheiro e que eram noviços jesuitas.Então convidei-os para minha casa e funcionou o micro ondas e a partilha.
A refeição deu para pensar no evangelho deste domingo de enviados dois a dois a anunciar a paz e como a Companhia de Jesus começa cedo com a estratégia do envio.
Deram-me notícia de um dos seus padres que estaría a viver numa casa internacional junto do parlamento europeu e recordei o P.Arrupe que poucos meses antes do AVC dizia no Colégio espanhol em Roma que tinha padres preparados para partirem para a Rússia, para o mundo árabe, para a China e para o diálogo com o marxismo.Lembrei o P. Romano Rocha que um dia me mostrou a cela onde morrera Santo Inácio de Loyola na Igreja de Gesú e que alí passara os seus dias a dirigir a missão da Companhia em todo o mundo.
Na reunião da catequese dos adultos, à noite em que lêmos a homilia do Papa no Terreiro do Paço, citava um dos jovens noviços, que temos de escutar os anseios profundos dos homens a que só Jesus responde. Senti-me subir para um patamar onde corre a paz com todas as suas delícias.
Armindo Garcia