08 de Junho de 2008
É uma categoria basilar do Evangelho que Jesus chama não só da área da pesca mas também da fiscalidade.Por isso a narrativa é estranha desde o princípio com Jesus a chamar um colaboracionista do poder ocupante nesta área dos impostos.Para a mentalidade zelota era inaceitável.
Depois a moralidade:"Quero misericórdia mais do que o sacrifício".Para a nossa justiça humana é sem dúvida um excesso.Não nos parece razoável.
Não é um caso isolado mas uma profunda mudança da mentalidade social ou de teologia política.Tudo começa a partir de dentro,do íntimo para o que Paulo VI chamou a civilização do amor.
Quem procura a espiritualidade da misericórdia sem dúvida vai deixar o mundo melhor do que o encontrou.Vai tornar sustentável a complexidade organizativa deste mundo e com frutos duradoiros.
Depois a moralidade:"Quero misericórdia mais do que o sacrifício".Para a nossa justiça humana é sem dúvida um excesso.Não nos parece razoável.
Não é um caso isolado mas uma profunda mudança da mentalidade social ou de teologia política.Tudo começa a partir de dentro,do íntimo para o que Paulo VI chamou a civilização do amor.
Quem procura a espiritualidade da misericórdia sem dúvida vai deixar o mundo melhor do que o encontrou.Vai tornar sustentável a complexidade organizativa deste mundo e com frutos duradoiros.
Armindo Garcia
01 de Junho de 2008
A parábola deste domingo lembra-nos que a casa deve ser construida sobre a rocha.
O fixe que se procura é a santa vontade de Deus.Assim foi construida a Casa de Cristo:"Não seja feita a Minha vontade,mas a Vossa."
A parábola da casa sugere-nos uma pluralidade de significados porque a casa dos nossos sonhos além de segura deve ser bonita e acolhedora.
Podemos interrogarmo-nos quais os vigamentos da Casa de Cristo?O dinamismo interno é o do serviço e forma um belo conjunto.Vai-se desenhando embora o projecto já esteja feito.Há a alegria e entusiasmo da construção,mas os vitrais são vistos de dentro.Só assim podemos apreciar toda a sua beleza.
Mais do que numa casa vivemos numa cidade que na procissão da noite passada experimentámos como cidade nova para onde nos dirigimos,feita de misericórdia e de corresponsabilidade.Pesem embora as ameaças do momento a presença dos pescadores torna-nos afoitos para enfrentar o mar do medo e a participação dos jovens desafia-nos a agarrar o futuro.A procissão deste 31 de Maio teve o sabor de passeio pelo nosso jardim guiados por um GPS do céu em confiante comunhão com Maria,casa e escola da comunhão porque modelo de escuta e de procura da vontade de Deus.
O fixe que se procura é a santa vontade de Deus.Assim foi construida a Casa de Cristo:"Não seja feita a Minha vontade,mas a Vossa."
A parábola da casa sugere-nos uma pluralidade de significados porque a casa dos nossos sonhos além de segura deve ser bonita e acolhedora.
Podemos interrogarmo-nos quais os vigamentos da Casa de Cristo?O dinamismo interno é o do serviço e forma um belo conjunto.Vai-se desenhando embora o projecto já esteja feito.Há a alegria e entusiasmo da construção,mas os vitrais são vistos de dentro.Só assim podemos apreciar toda a sua beleza.
Mais do que numa casa vivemos numa cidade que na procissão da noite passada experimentámos como cidade nova para onde nos dirigimos,feita de misericórdia e de corresponsabilidade.Pesem embora as ameaças do momento a presença dos pescadores torna-nos afoitos para enfrentar o mar do medo e a participação dos jovens desafia-nos a agarrar o futuro.A procissão deste 31 de Maio teve o sabor de passeio pelo nosso jardim guiados por um GPS do céu em confiante comunhão com Maria,casa e escola da comunhão porque modelo de escuta e de procura da vontade de Deus.
Armindo Garcia
25 de Maio de 2008
Amanheceu finalmente o dia, há meses esperado com fidelidade, em que serão baptizados seis adultos,dos quais um casal,muitos pais farão a primeira comunhão,no conjunto de trinta e sete crismandos.
Já na quinta-feira passada,dia do Corpo de Deus,foram babtizadas nove crianças da catequese quando trinta e muitas fizeram a primeira comunhão.
No próximo sábado vamos peregrinar com Nossa Senhora pelas ruas da Ericeira.É dia da visitação de Nossa Senhora ,padroeira das misericórdias.Juntamos o dia dos pescadores e o início da reparação do molhe para nas ribas cantarmos à Senhora do Mar.Nas ribas faremos a consagração das famílias num tempo carregado de incertezas mas para nós desafio para vislumbrarmos o farol da esperança.
O Evangelho de hoje convida-nos a procurar o reino de Deus e a sua justiça.Sabemos que já fomos escolhidos por Deus.Agora é só deixar que Deus seja Deus em nós.
Já na quinta-feira passada,dia do Corpo de Deus,foram babtizadas nove crianças da catequese quando trinta e muitas fizeram a primeira comunhão.
No próximo sábado vamos peregrinar com Nossa Senhora pelas ruas da Ericeira.É dia da visitação de Nossa Senhora ,padroeira das misericórdias.Juntamos o dia dos pescadores e o início da reparação do molhe para nas ribas cantarmos à Senhora do Mar.Nas ribas faremos a consagração das famílias num tempo carregado de incertezas mas para nós desafio para vislumbrarmos o farol da esperança.
O Evangelho de hoje convida-nos a procurar o reino de Deus e a sua justiça.Sabemos que já fomos escolhidos por Deus.Agora é só deixar que Deus seja Deus em nós.
Armindo Garcia
17 de Maio de 2008
O que sabemos de Deus foi-nos revelado por Jesus o Filho enviado que nos manifestou um Deus família :Pai,Filho,Espírito Santo.A solenidade deste dia centra-nos no mistério de Deus de três Pessoas Divinas interrelacionadas e que do silêncio do Seu mistério comunicam com o mundo criado e redimido.
A relação ou comunhão é privilegiada com o ser humano salvando-o por um acto de amor relacional e recuperando-o para a interrelacionamento feito de amor e de paz.
A Igreja vive e expressa esta comunhão divina.São Cipriano de Cartago,em meados do século terceiro,definiu com muita felicidade a Igreja como uma família reunida na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Hoje contemplamos esta família que vem do alto mas incarna e peregrina na terra.Pertencemos à Igreja universal através duma unidade concreta, a Igreja de Lisboa que neste dia celebra e relança a particulariedade da Sua graça com perfil próprio que partilha, feito da beleza e da intensidade de vida de tantos dons tornados dádiva para o mundo que Deus ama.
A relação ou comunhão é privilegiada com o ser humano salvando-o por um acto de amor relacional e recuperando-o para a interrelacionamento feito de amor e de paz.
A Igreja vive e expressa esta comunhão divina.São Cipriano de Cartago,em meados do século terceiro,definiu com muita felicidade a Igreja como uma família reunida na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Hoje contemplamos esta família que vem do alto mas incarna e peregrina na terra.Pertencemos à Igreja universal através duma unidade concreta, a Igreja de Lisboa que neste dia celebra e relança a particulariedade da Sua graça com perfil próprio que partilha, feito da beleza e da intensidade de vida de tantos dons tornados dádiva para o mundo que Deus ama.
Armindo Garcia
10 de Maio de 2008
Terminamos o tempo pascal com a fartura de paz de Jesus repetida na saudação que nos reconcilia pela proximidade do Espírito Santo enviado.
É verdadeiramente uma mudança radical do mundo, porque das pessoas, com a surpresa da transformação agora com os critérios da generosidade e não o defensivo calculismo.A confusão de Babel vira comunicação compreendida.A paz sobrepõe-se porque o egoismo e a corrupção foram desalojados e a confiança triunfa.O dom próprio de cada um foi descoberto e pelo impulso do Espírito Santo oferecido como dádiva permanente.
A renovação é cósmica porque interpessoal,não se reduzindo a um ilusório intimismo.As resistências do homem velho ainda persistem mas já clareia a irresistível mudança pela descoberta do serviço fraterno e a gratidão pelo dom recebido.O mundo caminha para a paz.
Durante este mês de Maio vamos ter iniciação cristã e crismas na paróquia.No dia 31 de Maio vamos peregrinar com Nossa Senhora, em procissão nocturna pela vila, neste dia da Visitação e das Misericórdias,para que a paz chegue abundante às famílias,libertas do flagelo da droga, da infidelidade,do desemprego e da doença.
Que haja paz na aldeia global da Ericeira e os sacrifícios se transformem em fartura de felicidade.
É verdadeiramente uma mudança radical do mundo, porque das pessoas, com a surpresa da transformação agora com os critérios da generosidade e não o defensivo calculismo.A confusão de Babel vira comunicação compreendida.A paz sobrepõe-se porque o egoismo e a corrupção foram desalojados e a confiança triunfa.O dom próprio de cada um foi descoberto e pelo impulso do Espírito Santo oferecido como dádiva permanente.
A renovação é cósmica porque interpessoal,não se reduzindo a um ilusório intimismo.As resistências do homem velho ainda persistem mas já clareia a irresistível mudança pela descoberta do serviço fraterno e a gratidão pelo dom recebido.O mundo caminha para a paz.
Durante este mês de Maio vamos ter iniciação cristã e crismas na paróquia.No dia 31 de Maio vamos peregrinar com Nossa Senhora, em procissão nocturna pela vila, neste dia da Visitação e das Misericórdias,para que a paz chegue abundante às famílias,libertas do flagelo da droga, da infidelidade,do desemprego e da doença.
Que haja paz na aldeia global da Ericeira e os sacrifícios se transformem em fartura de felicidade.
Armindo Garcia
04 de Maio de 2008
Foi este o mandato de Jesus aos seus discípulos na despedida:Sereis minhas em Jerusalem,em toda a Judeia e Samaria,até aos confins do mundo.Passa a ser a vez dos discípulos,como Cristo continuado que se torna possível com o envio do Espírito Santo.
Além da afoiteza própria de corresponsabilizados, sabemos que as pessoas acreditam mais " em testemunhas do que em mestres ou acreditam em mestres que são credíveis porque são testemunhas".
Saber pisar a terra depois de ter olhado para o alto é o verdadeiro desafio e aventura do cristão.
Duas propostas nos são apresentadas para este domingo:A infoética como procura e partilha da verdade neste dia das comunicações sociais e o dia da mãe.A mãe pertence em seus filhos,segundo uma mensagem do concílio Vaticano II,a um tempo que não conhecerá.Por isso celebramos o carinho e a gratidão ou pelo menos lembramos que a vocação da dignidade da mulher podia ser mais favorecida porque está em causa o futuro do homem.
Além da afoiteza própria de corresponsabilizados, sabemos que as pessoas acreditam mais " em testemunhas do que em mestres ou acreditam em mestres que são credíveis porque são testemunhas".
Saber pisar a terra depois de ter olhado para o alto é o verdadeiro desafio e aventura do cristão.
Duas propostas nos são apresentadas para este domingo:A infoética como procura e partilha da verdade neste dia das comunicações sociais e o dia da mãe.A mãe pertence em seus filhos,segundo uma mensagem do concílio Vaticano II,a um tempo que não conhecerá.Por isso celebramos o carinho e a gratidão ou pelo menos lembramos que a vocação da dignidade da mulher podia ser mais favorecida porque está em causa o futuro do homem.
Armindo Garcia
27 de Abril de 2008
No discurso da despedida (Jo.13-16) Jesus fala-nos do mandamento novo,do serviço,da alegria,da paz,de dar muito fruto.Mas promete enviar o Paráclito,talvez traduzível por Persuasor,Defensor,Consolador.Assim falava do Espírito Santo que nos levava à verdade total,nos daría coragem e nos recordaría tudo.
Afirmava Jesus que era conveniente que partisse porque agora seria a nossa vez com o Espírito Santo,como ficou consignado nos Actos dos Apóstolos.Vemos o percurso da Palavra,acolhida,celebrada e surpreendendo pelos frutos.Vemos os riscos e os conflitos a serem ultrapassados.Vemos o testemunho de Deus que não faz acepção de pessoas e vemos a alegria da renovação da face da terra,porque as pessoas começavam a mudar por dentro com a alegria do Evangelho.
Hoje vivemos dos frutos do Espírito que dá um dom a cada um em ordem ao bem comum.Por isso caminhamos no Espírito.
Para todos os que se preparam para o crisma que na confusão da Babel dos nossos tempos falem a língua da compreensão e da civilização do amor.
Afirmava Jesus que era conveniente que partisse porque agora seria a nossa vez com o Espírito Santo,como ficou consignado nos Actos dos Apóstolos.Vemos o percurso da Palavra,acolhida,celebrada e surpreendendo pelos frutos.Vemos os riscos e os conflitos a serem ultrapassados.Vemos o testemunho de Deus que não faz acepção de pessoas e vemos a alegria da renovação da face da terra,porque as pessoas começavam a mudar por dentro com a alegria do Evangelho.
Hoje vivemos dos frutos do Espírito que dá um dom a cada um em ordem ao bem comum.Por isso caminhamos no Espírito.
Para todos os que se preparam para o crisma que na confusão da Babel dos nossos tempos falem a língua da compreensão e da civilização do amor.
Armindo Garcia