20 de Abril de 2008
Não é uma expressão unívoca,embora o senso comum atribua ao basilar do sistema democrático fazer eleições.
Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola consideram-se um tempo privilegiado para fazer eleições.Hoje diríamos opções e às mais importantes classificaríamos de opções fundamentais.Curiosamente muita gente passa pela vida sem exercer a liberdade para o fundamental.
O veio das eleições de Deus na Sagrada Escritura caracteriza-se por não causar inveja.É sempre por causa de todos:Abraão foi escolhido para ser uma benção como pai da fé,Moisés para libertar e fazer o povo de Deus e os profetas para renovar a Aliança.Já antes os reis para serem pastores do Povo de Deus.
O cume manifesto da eleição está sem dúvida no Baptismo de Jesus e na Transfiguração:" Este é o Meu Filho Eleito, escutái-O".S.João surpreende-nos ao chamar à Igreja a Senhora Eleita 2 Jo.1,1 e S.Pedro (1 Ped 2,9) caracteriza os cristãos de raça eleita.
A Igreja,mestra de discernimento e de eleições,tem muitos exemplos nos Actos dos Apóstolos desde a escolha dos diáconos,homens de boa reputação,cheios de Espírito Santo e de sabedoria Act 6,3, como pelo Espírito Santo separaram Barnabé e Saulo Act 13,2,caracterizados também Barnabé nos Actos por ser um homem bom ,cheio de Espírito Santo e de Fé 11,24 e Saulo 9,15 designado instrumento da escolha de Deus para levar o Seu nome perante os pagãos,os reis e os filhos de Israel.
Dirá S. Paulo "como eleitos,santificados,amados por Deus,revesti-vos de sentimentos de compaixão,de benevolência,de humildade,de doçura,de paciência."Col 3,12.
Dedico este comentário aos que,crianças e adultos,vão ser baptizados no mês de Maio na Paróquia.Que imitem na vida Jesus,o Eleito do Pai,que veio para servir.
Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola consideram-se um tempo privilegiado para fazer eleições.Hoje diríamos opções e às mais importantes classificaríamos de opções fundamentais.Curiosamente muita gente passa pela vida sem exercer a liberdade para o fundamental.
O veio das eleições de Deus na Sagrada Escritura caracteriza-se por não causar inveja.É sempre por causa de todos:Abraão foi escolhido para ser uma benção como pai da fé,Moisés para libertar e fazer o povo de Deus e os profetas para renovar a Aliança.Já antes os reis para serem pastores do Povo de Deus.
O cume manifesto da eleição está sem dúvida no Baptismo de Jesus e na Transfiguração:" Este é o Meu Filho Eleito, escutái-O".S.João surpreende-nos ao chamar à Igreja a Senhora Eleita 2 Jo.1,1 e S.Pedro (1 Ped 2,9) caracteriza os cristãos de raça eleita.
A Igreja,mestra de discernimento e de eleições,tem muitos exemplos nos Actos dos Apóstolos desde a escolha dos diáconos,homens de boa reputação,cheios de Espírito Santo e de sabedoria Act 6,3, como pelo Espírito Santo separaram Barnabé e Saulo Act 13,2,caracterizados também Barnabé nos Actos por ser um homem bom ,cheio de Espírito Santo e de Fé 11,24 e Saulo 9,15 designado instrumento da escolha de Deus para levar o Seu nome perante os pagãos,os reis e os filhos de Israel.
Dirá S. Paulo "como eleitos,santificados,amados por Deus,revesti-vos de sentimentos de compaixão,de benevolência,de humildade,de doçura,de paciência."Col 3,12.
Dedico este comentário aos que,crianças e adultos,vão ser baptizados no mês de Maio na Paróquia.Que imitem na vida Jesus,o Eleito do Pai,que veio para servir.
Armindo Garcia
09 de Março de 2008
Era conhecido como o domingo de Lázaro e hoje celebramos o terceiro escrutínio dos catecúmenos que vão ser baptizados na vigília pascal.O evangelho de Lázaro, Jo,11, fala-nos da ressurreição e do acto de fé na divindade de Jesus e da sua compaixão e amizade.Mais,diz-nos que podemos viver já como ressuscitados.
É uma vida nova a que somos chamados a viver no Espírito.Sai para fora,pode significar sair do seu casulo,do seu conforto,do seu egoismo para o serviço dos outros,para o bem da comunidade.E aqui lembramos que o Espírito dá a cada, um dom em ordem ao bem comum.É um modo de antecipar a ressurreição, sepultando o que é da morte,na genial expressão de Sebastão da Gama.
Vem para fora, lembra-nos a força etimológica da palavra educar,trazer para fora.
Por vezes esquecemo-nos do potencial que fica inaproveitado por escassez de mestres ou artistas que tenham paixão em praticar a maêutica de Sócrates.
O mundo será concerteza melhor se estando ao dispôr do Espírito entrarmos também a renovar a face da terra.
Vem para fora.
É uma vida nova a que somos chamados a viver no Espírito.Sai para fora,pode significar sair do seu casulo,do seu conforto,do seu egoismo para o serviço dos outros,para o bem da comunidade.E aqui lembramos que o Espírito dá a cada, um dom em ordem ao bem comum.É um modo de antecipar a ressurreição, sepultando o que é da morte,na genial expressão de Sebastão da Gama.
Vem para fora, lembra-nos a força etimológica da palavra educar,trazer para fora.
Por vezes esquecemo-nos do potencial que fica inaproveitado por escassez de mestres ou artistas que tenham paixão em praticar a maêutica de Sócrates.
O mundo será concerteza melhor se estando ao dispôr do Espírito entrarmos também a renovar a face da terra.
Vem para fora.
Armindo Garcia
02 de Março de 2008
O Evangelho deste Domingo (Jo,9) conta-nos a narrativa da cura do cego de nascença,uma maneira estranha de exercer a medicina:curar com o lodo,como quem apanha lama nos olhos.Talvez lembre que há peliculas mundanas ou egoismos ou orgulhos que cegam.
O homem foi lavar-se,banho que evoca o baptismo.Assim a Igreja antiga chamava ao baptismo de iluminação.
Este homem passou a ver mais quando fez o acto de fé,no encontro com Jesus,o Filho de Deus.
Toda a celebração do baptismo é celebração da fé,de encontro com Cristo.Quando uma vela é acendida no círio pascal afirma-se que a fé é luz derivada e são critérios de luz para um mundo que se deixa cair no obscurantismo.
O cego foi lavar-se e passou a ver... Na Páscoa renovamos as promessas baptismais.
O homem foi lavar-se,banho que evoca o baptismo.Assim a Igreja antiga chamava ao baptismo de iluminação.
Este homem passou a ver mais quando fez o acto de fé,no encontro com Jesus,o Filho de Deus.
Toda a celebração do baptismo é celebração da fé,de encontro com Cristo.Quando uma vela é acendida no círio pascal afirma-se que a fé é luz derivada e são critérios de luz para um mundo que se deixa cair no obscurantismo.
O cego foi lavar-se e passou a ver... Na Páscoa renovamos as promessas baptismais.
Armindo Garcia
24 de Fevereiro de 2008
Este terceiro domingo da quaresma oferece-nos um encontro (Jo,4) aparentemente fortuito mas simultaneamente desafiando as regras de um estrangeiro,Jesus, a entabular diálogo com uma mulher samaritana.O motivo é obvio, a sede depois da caminhada.
Tudo ganha uma nova dimensão quando a mulher cai na sua história pessoal e se abre à mudança,uma nova ordem na vida.Este exemplar encontro sério com Jesus leva-a à experiência de um outro patamar que não só o conhecimento e aceitação de si própria mas um horizonte outro que ultrapassa o monte Garizim: Adorar a Deus em espírito e verdade.
A samaritana,aberta à espiritualidade da trasparência parte a levar a notícia."Não será Este o Messias? E o encontro prolonga-se em profundidade por mais tempo.
Só no alto da cruz com as últimas palavras "Tenho sede" entendemos o alcance do amor derramado nos nossos corações.
Tudo ganha uma nova dimensão quando a mulher cai na sua história pessoal e se abre à mudança,uma nova ordem na vida.Este exemplar encontro sério com Jesus leva-a à experiência de um outro patamar que não só o conhecimento e aceitação de si própria mas um horizonte outro que ultrapassa o monte Garizim: Adorar a Deus em espírito e verdade.
A samaritana,aberta à espiritualidade da trasparência parte a levar a notícia."Não será Este o Messias? E o encontro prolonga-se em profundidade por mais tempo.
Só no alto da cruz com as últimas palavras "Tenho sede" entendemos o alcance do amor derramado nos nossos corações.
Armindo Garcia
17 de Fevereiro de 2008
Este segundo domingo da quaresma,rico de experiências,pode ser contemplado como cumprimento da benção prometida a Abraão,o homem que vinha de longe e exemplo de um infatigável peregrinar a caminho da cidade definitiva.Abraão era portador da promessa de benção para todos os povos,realizada no mistério pascal de Jesus.
A transfiguração situa-se na proximidade da páscoa e traz consigo a lembrança do êxodo e a paciente educação do coração exercida pelos profetas.Esta inolvidável experiência do monte santo prepara os discípulos para o cumprimento da benção da Páscoa de Jesus.
Hoje a benção passa de pais a filhos e através das instituições e empregos quando se está disponível para a graça preciosa.Valerá, sem dúvida, parar para discernir se estamos a captar a bondade nuclear subjacente aos acontecimentos da vida e que transfigura vidas e culturas.
Envolvidos no verdadeiro ADN de benção,esta quaresma torna-se uma reconfortante experiência de quem pode partir para uma nova viagem em demanda do porto certo e onde o segredo passa por ter como bilhete e levar na bagagem a procura do reino de Deus e a sua justiça.
A transfiguração situa-se na proximidade da páscoa e traz consigo a lembrança do êxodo e a paciente educação do coração exercida pelos profetas.Esta inolvidável experiência do monte santo prepara os discípulos para o cumprimento da benção da Páscoa de Jesus.
Hoje a benção passa de pais a filhos e através das instituições e empregos quando se está disponível para a graça preciosa.Valerá, sem dúvida, parar para discernir se estamos a captar a bondade nuclear subjacente aos acontecimentos da vida e que transfigura vidas e culturas.
Envolvidos no verdadeiro ADN de benção,esta quaresma torna-se uma reconfortante experiência de quem pode partir para uma nova viagem em demanda do porto certo e onde o segredo passa por ter como bilhete e levar na bagagem a procura do reino de Deus e a sua justiça.
Armindo Garcia
10 de Fevereiro de 2008
O deserto significava para os hebreus um lugar especial onde nasceram e cresceram como povo e lembrava-lhes o primeiro amor,onde começaram a aprender a fidelidade.
De si o deserto pede disciplina e parcimónia para se poder conviver com os seus rigores.Numa paisagem quase sempre parecida o importante é a escuta,qualidade típica do homem do deserto onde aprende a escutar o silêncio.
Jesus entrou no deserto, local despido de qualquer conforto ou distracção para um combate exemplar, as chamadas tentações.
Num combate avaliamo-nos sempre.Para vencer tem que se lutar,embora algumas lutas tenham que ser metódicas ou em jeito.
As tentações de Jesus indicam-nos um confronto exemplar contra o ter,o poder e o parecer.É que algumas ilusões ou fantasias levam tudo a perder e colocam-nos numa órbita reduzida ou redutora.
Armindo Garcia
03 de Fevereiro de 2008
A proclamação solene das bem-aventuranças que neste domingo actualizamos lembra-nos sempre uma maneira estranha de abordar a felicidade.Pelo menos aparece em contra corrente à publicidade toda poderosa e omnipresente.Então.não é o dinheiro,o prazer e a visibilidade o caminho para a felicidade?
Durante a semana finda dei por mim a navegar na internet procurando informações sobre o novo geral dos jesuítas,P.Adolfo Nicolás,a viver na Ásia,há mais de quarenta anos.
O primeiro encontro com os jornalistas,a primeira conferência de imprensa, como que nos leva a outro planeta.E agora,dizia o P.Nicolás,escutar,escutar e obedecer.Os países asiáticos são descritos como já neles fervilhando a presença da graça.O olhar do jesuíta procura sempre descobrir a vontade de Deus no serviço dos pobres.Contava a postura de um casal não católico da Indonésia que cultivava a transparência:Não ficar com o mal dentro de si a estragar e deixar passar o bem para que seja bem para os outros.
As reuniões desta Congregação Geral começam com a oração para levantar os corações e a seguir nos trabalhos poderem aterrar.De facto a terra é nova quando há um novo olhar,parece que se pisa um outro planeta.
O exercício quaresmal,que começamos quarta-feira,vai levar-nos de tantas fantasias e obcessões ao olhar novo porque purificado da Páscoa.
Durante a semana finda dei por mim a navegar na internet procurando informações sobre o novo geral dos jesuítas,P.Adolfo Nicolás,a viver na Ásia,há mais de quarenta anos.
O primeiro encontro com os jornalistas,a primeira conferência de imprensa, como que nos leva a outro planeta.E agora,dizia o P.Nicolás,escutar,escutar e obedecer.Os países asiáticos são descritos como já neles fervilhando a presença da graça.O olhar do jesuíta procura sempre descobrir a vontade de Deus no serviço dos pobres.Contava a postura de um casal não católico da Indonésia que cultivava a transparência:Não ficar com o mal dentro de si a estragar e deixar passar o bem para que seja bem para os outros.
As reuniões desta Congregação Geral começam com a oração para levantar os corações e a seguir nos trabalhos poderem aterrar.De facto a terra é nova quando há um novo olhar,parece que se pisa um outro planeta.
O exercício quaresmal,que começamos quarta-feira,vai levar-nos de tantas fantasias e obcessões ao olhar novo porque purificado da Páscoa.
Armindo Garcia