27 de Janeiro de 2008
A liturgia deste domingo proclama o cumprimento dum anúncio de luz.O povo que andava nas trevas viu uma grande luz...

Os contornos desta luz são um apelo à mudança,à conversão.A simbologia da luz evoca a verdade,a santidade,a perfeição.Andar na luz significa um percurso luminoso de quem de uma manhã de penumbra descobre o esplendor do dia.
Este caminho pode ser andado por pessoas e por sociedades.

Esta semana acentuou-se o querer sujeitar a inquérito na Assembleia da República muitas áreas da vida portuguesa com a impressão de esconder algum obscurantismo próprio de negócios e de futebol.Desconfiados somos desafiados pela luz da verdade para que a experiência não seja mais uma vez de engano.

Esteve muito inculcada na vida espiritual o método das três vias:purgativa,
iluminativa e unitiva.A experiência da luz implica uma monumental purificação.É sábia esta intuição.Quando a sociedade e as pessoas são fascinadas pelo isolamento e pelo individualismo é proposta a experiência do povo que viu uma grande luz.

Na semana que terminou celebrámos a conversão de S. Paulo sempre relatada como experiência de luz (At.9,7;22,9;cf.9,27).Mais tarde S.Paulo evocará esta experiência que ligará ao acto criador de Deus, (Faça-se a luz 2Cor4,6) e segredo do seu ministério.
Armindo Garcia

20 de Janeiro de 2008
Estamos a celebrar o segundo domingo do tempo comum do ano A.A liturgia da palavra procura levar-nos ao conhecimento da Pessoa e Missão de Jesus e também do nosso próprio mistério que nos descobrimos a percorrer o caminho de Jesus.

Jesus é apresentado como servo da luz,O que tira o pecado do mundo,Aquele que vem para fazer a vontade de Deus.Interessa-nos conhecê-Lo.

Tomando a luminosidade que vai ser da Páscoa,do Natal,do anúncio do Reino,da missão do cristão no mundo podemos enfocar e lançar feixes de luz sobre áreas da nossa vida,como a comunidade social,a economia,ou a dimensão política e não só o mistério que envolve a globalidade da nossa vida ou as suas diversas fases.

Ouvi com encanto neste sábado um casalinho que fazia as suas contas para ver se comprava ou não casa.O ano tinha começado mal.Com a lei do tabaco,ele tinha visto uma grande quebra na venda dos seus bolos para as pastelarias.Embora não muito endividado,já anda castigado com muitos calotes.Na televisão só se fala de dinheiro fácil e sabemos que os empréstimos fáceis da América tenham gerado esta crise que atinge as economias.

Precisamos de luz para o uso do dinheiro.Perguntamos se é ético o modo como se amarra tanta gente ao crédito bancário que em crise pagamos todos.O lucro desenfreado não esconderá uma ganância e uma visão materialista e consumística da vida?Haverá consciência dos pobres que a publicidade gera?
Armindo Garcia

13 de Janeiro de 2008
Terminamos hoje com a festa do baptismo de Jesus o tempo de Natal deste ano.Segundo a etiqueta é o último dia para responder às boas-festas.Nós cá ficamos para introduzir o espírito de natal na vida,em todas as instituições,na cultura.

A festa do baptismo do Senhor dá-nos uma visão avançada do Natal porque nós próprios nos reconhecemos com uma nova identidade:

Em Jesus o Filho muito amado nos vemos como muito amados.O amado gera o amor e não tem crises de falta de auto-estima.

Nesta nova família,não há filhos e enteados,porque Deus não faz acepção de pessoas.Todos se podem alegrar porque os muros foram derrubados e a confiança foi franqueada.

A primeira leitura ajuda a entender a nossa vocação e missão.Marcados pelo Espírito somos progressivamente formados para servir uma aliança nova com mansidão e eficácia.

A todos agradecemos este bom Natal.Ele é sempre Deus no meio dos homens a inundar-nos de paz.
Armindo Garcia

08 de Janeiro de 2008
Se o Natal nos diz que o mistério de Deus se escondeu num Menino a Epifania,ao gosto do oriente,fala antes de revelação manifesta a todos os povos.

O papa S. Leão Magno vê nesta solenidade o cumprimento da promessa feita a Abraão de na sua descendência serem abençoados todos os povos da terra ou como afirma a vocação dos povos à fé.O tom é o da universalidade.

Os magos vindos de longe indicam-nos o caminho a ser percorrido por todos os povos ou que subjacente à história de cada um está esta graça do encontro com a salvação.

Dá segurança ter a chave do plano de Deus de querer salvar todos os povos e de podermos celebrar este projecto em realização.Por isso a multidão das estrelas manifestas a Abraão já estão a receber a luz de Cristo.

O membro da comunidade cristã não pode ter um olhar mesquinho ou reduzido sobre si próprio.Está envolvido nesta vocação comum "de servir esta graça que chama os povos para Cristo".( S. Leão Magno)
Armindo Garcia

30 de Dezembro de 2007
Na semana de Natal vamos percorrendo aspectos do mistério da incarnção em que sobressai a festa da Sagrada Família de Nazaré.

A família como que se concentra para acolher o primeiro sorriso,expressão duma identidade feliz.Na família a força etimológica da palavra autoridade cumpre a sua verdade como serviço ao crescimento e descoberta não só dos laços familiares mas também das referências religiosas, culturais e cívicas.Os afectos ajudam a realizar os deveres.

A família não ganha se estiver mais dependente do sistema bancário do que de Deus porque as modas passageiras não favorecem a família.

A eloquentíssima mensagem do Santo Padre para o Dia mundial da Paz vê na família o berço da paz e leva-nos a pensar no uso dos bens como responsabilidade em relação à nossa casa comum, a terra e solidariedade entre gerações.

Há reflexões que podem ser votos de um Bom Ano de 2008.
Armindo Garcia

23 de Dezembro de 2007
Já chegaram quase todos os postais de Natal.Esperamos apenas os SMS e os mails que surpreendem pelos que se lembram de nós.

A mensagem mais perfeita está consignada em S.Lucas : "Glória a Deus nas alturas e paz aos homens por Ele amados".A paz resumo de todos os bens pode ser acolhida pelos corações humildes conscientes de que a glória só a Deus pertence.                                                                                                                 e  Deus encontrou-Se com esta velha humanidade.Tornou-Se de tal maneira próximo que assumiu a nossa natureza humana.                                    

Passámos já tantos dias a peparar esta nossa festa que é altura de prepararmos a festa de Jesus para que o aviso ns sirva de emenda :"Não havia lugar para Ele na hospedaria".

"Paz aos homens por Ele amados" nos reconforte de todos os stress e angústias e desperte uma imensa gratidão e uma contagiante fraternidade.
Armindo Garcia

16 de Dezembro de 2007
Com muita generosidade procura-se um ambiente em nossas casas e nos recintos públicos que nos conduzam à alegria. São os circos,as festas das grandes superfícies que fidelizam as crianças, os obrigatórios jantares de empresa às vezes cansativos:Tudo concorre para que esta época seja devidamente assinalada.

Este domingo na liturgia da Igreja é o da alegria porque estamos na expectativa de celebrar o acontecimento de que Deus gostou de tal maneira da condição humana que assumiu a sua natureza.
Podíamos lembrar a alegria de David depois do pecado a pedir um coração renovado.Há um caminho de transformação pessoal em ordem à alegria.

No discurso da despedida Jesus deixa-nos como herança a alegria se permanecermos no Seu amor( Jo 15,10) e depois de nos incentivar a pedir uma alegria completa pede para nós uma alegria em plenitude,a Sua ( Jo 17-13).
Armindo Garcia

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