29 de Maio de 2010
Celebramos no dia da Santíssima Trindade, como vai acontecendo há décadas, o dia da Igreja diocesana de Lisboa. É um dia especial para evocar a riqueza da pluralidade de dons que caracteriza a história desta Igreja particular onde entrámos pelo baptismo.
Ainda muito recentemente,o Papa veio confirmar os seus irmãos de Lisboa na sua comunhão e entusiasmo missionário.Fomos relançados para a perfeição do amor a Deus e para a verdade do amor fraterno.
No tempo da infância aprendemos a expressão, comunhão dos santos, feita de vínculos vitais, embora invisíveis, que nos dão coesão e dinamismo.
Em feliz definição,S.Cipriano chama a Igreja uma comunidade reunida na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Que o Espirito Santo leve a Igreja à experiência da verdade completa, porque as meias verdades são sempre meias mentiras.A verdade da comunhão com Deus cumpre-se sempre em laços de misericórdia e de fraterna caridade e todos os serviços vividos no Espírito resultam sempre em benefício do bem comum.
Ainda muito recentemente,o Papa veio confirmar os seus irmãos de Lisboa na sua comunhão e entusiasmo missionário.Fomos relançados para a perfeição do amor a Deus e para a verdade do amor fraterno.
No tempo da infância aprendemos a expressão, comunhão dos santos, feita de vínculos vitais, embora invisíveis, que nos dão coesão e dinamismo.
Em feliz definição,S.Cipriano chama a Igreja uma comunidade reunida na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Que o Espirito Santo leve a Igreja à experiência da verdade completa, porque as meias verdades são sempre meias mentiras.A verdade da comunhão com Deus cumpre-se sempre em laços de misericórdia e de fraterna caridade e todos os serviços vividos no Espírito resultam sempre em benefício do bem comum.
Armindo Garcia
22 de Maio de 2010
Depois de enumerar os frutos do Espírito,como a caridade,a alegria,a paz,a paciência,a benignidade,a bondade,a fidelidade,a mansidão,a temperança,( Gal 5,22 ) S.Paulo acrescenta ( 5,25 )" Se vivemos pelo Espírito,caminhemos também segundo o Espírito".
Estes pensamentos habitam-me ao pensar na festa do caminhar da fé,com que na Paróquia celebramos a chamada profissão de fé.Ao procurarmos celebrar o percurso da pré adolescência,cheio de sonhos e incertezas,lembramos a Babel dos tempos modernos,particularmente experimentada de maneira surda pela gente nova.
Impelidos pelo Espírito e favorecidos com o testemunho dos mais velhos,podem os nossos jovens percorrer o caminho da generosidade,num tempo de confusão,de paganismo,de crise de valores.O espírito crítico em voga não coincide com o Espírito Santo.
A vida no Espírito,também pode dar novos mundos ao mundo,porque o Espírito é portador da frescura da inovação.É missionário.É fraterno.Renova a face da terra,porque antes encheu os corações.
O fascínio de viver a cima das possibilidades,na posse dos bens materiais,está a tornar-se uma amarra transmitida como herança dolorosa feita de ilusões.
Gostaríamos de testemunhar a força da alegria e da felicidade,embora a parcimónia imponha algum rigor.
Estes pensamentos habitam-me ao pensar na festa do caminhar da fé,com que na Paróquia celebramos a chamada profissão de fé.Ao procurarmos celebrar o percurso da pré adolescência,cheio de sonhos e incertezas,lembramos a Babel dos tempos modernos,particularmente experimentada de maneira surda pela gente nova.
Impelidos pelo Espírito e favorecidos com o testemunho dos mais velhos,podem os nossos jovens percorrer o caminho da generosidade,num tempo de confusão,de paganismo,de crise de valores.O espírito crítico em voga não coincide com o Espírito Santo.
A vida no Espírito,também pode dar novos mundos ao mundo,porque o Espírito é portador da frescura da inovação.É missionário.É fraterno.Renova a face da terra,porque antes encheu os corações.
O fascínio de viver a cima das possibilidades,na posse dos bens materiais,está a tornar-se uma amarra transmitida como herança dolorosa feita de ilusões.
Gostaríamos de testemunhar a força da alegria e da felicidade,embora a parcimónia imponha algum rigor.
Armindo Garcia
15 de Maio de 2010
Ainda estamos a saborear a graça da visita do Papa que nos veio confirmar para que possamos ser testemunhas.De muitos ângulos e com belíssimos sublinhados fomos relançados para a renovação e para a esperança.Ainda no avião o Papa afirmava que a Igreja precisava de reaprender a purificação e a penitência.A celebração do Terreiro do Paço procurou tocar na identidade e no desígnio de um povo,relançado pela cruz e pela iniciação cristã,com a medida alta da santidade, para a missão.
Sempre com um enquadramento de beleza e de carinho gostámos do último voto lançado aos homens de cultura : Sede um lugar de beleza.
Repetidamente se ouviu o convite à fidelidade.Mas em Fátima gostámos de a Igreja ser lembrada como a casa do bom samaritano que pagou antecipadamente.
Vamos concerteza aprofundar,nas catequeses de quarta-feira à noite,este património espiritual,feito da afoiteza de uma presença,que por graça, somos chamados a comunicar.
Sempre com um enquadramento de beleza e de carinho gostámos do último voto lançado aos homens de cultura : Sede um lugar de beleza.
Repetidamente se ouviu o convite à fidelidade.Mas em Fátima gostámos de a Igreja ser lembrada como a casa do bom samaritano que pagou antecipadamente.
Vamos concerteza aprofundar,nas catequeses de quarta-feira à noite,este património espiritual,feito da afoiteza de uma presença,que por graça, somos chamados a comunicar.
Armindo Garcia
08 de Maio de 2010
Do evangelho deste domingo recolho duas sugestões.A primeira sobre a paz :"Deixo
-vos a paz,dou-vos a minha paz".É um outro fruto esperado da visita do Papa.O seu nome escolhido,lembra-nos a paz beneditina,do homem que se encontra consigo próprio e sabe acolher o outro,do homem reconciliado com Deus porque nada quer antepôr a esta procura.Quase como quem quer respirar,a agitada europa e este problemático mundo,quase como pão para a boca,precisam de homens de reconciliação e de paz.Mosteiros invisíveis,já povoam as nossas terras,onde se cultiva esta serenidade,até porque a azáfama não é a lei suprema da vida.Não é voltar aos tempos nostágicos da reconstrução europeia depois da decadência do império romano,mas lembrando João Paulo II,ir às raizes da renovação.
A segunda sugestão está ligada à promessa do Espírito Santo que pode iluminar a festa da vida neste domingo dos adolescentes da nossa catequese.
Podemos considerar vários níveis de vida,como a biológica com os seus instintos ou a psicológica,com a sua consciência e relacionamento.O patamar superior é sem dúvida uma vida no Espírito.Esta faz-nos descobrir a generosidade que a eucaristia contém e a pessoa começa a ser uma oferta permanente para Deus e para os outros.
-vos a paz,dou-vos a minha paz".É um outro fruto esperado da visita do Papa.O seu nome escolhido,lembra-nos a paz beneditina,do homem que se encontra consigo próprio e sabe acolher o outro,do homem reconciliado com Deus porque nada quer antepôr a esta procura.Quase como quem quer respirar,a agitada europa e este problemático mundo,quase como pão para a boca,precisam de homens de reconciliação e de paz.Mosteiros invisíveis,já povoam as nossas terras,onde se cultiva esta serenidade,até porque a azáfama não é a lei suprema da vida.Não é voltar aos tempos nostágicos da reconstrução europeia depois da decadência do império romano,mas lembrando João Paulo II,ir às raizes da renovação.
A segunda sugestão está ligada à promessa do Espírito Santo que pode iluminar a festa da vida neste domingo dos adolescentes da nossa catequese.
Podemos considerar vários níveis de vida,como a biológica com os seus instintos ou a psicológica,com a sua consciência e relacionamento.O patamar superior é sem dúvida uma vida no Espírito.Esta faz-nos descobrir a generosidade que a eucaristia contém e a pessoa começa a ser uma oferta permanente para Deus e para os outros.
Armindo Garcia
01 de Maio de 2010
Depois do pequeno passeio pela Vila para rever o povo a que estou ligado,fui retomar a agenda e ponderar o que foi acontecendo.
Neste domingo temos a primeira comunhão das crianças da catequese.Foi para mim uma agradável surpresa saber que quase todas são acompanhadas ao domingo pelas famílias na vinda à missa.Por vezes também carrego o peso da frustração do faz de conta e do egoismo dominante.Mas foi um lenitivo ver pais que na discrição e na fidelidade querem transmitir tanto amor e tantos valores a seus filhos.Ser comungante significa ter o coração certo e cheio do amigo Jesus e levar para a vida a novidade dum mandamento novo.
Uma congregação diferente,como foi oportunamente avisado, aconteceu na Igreja Paroquial da Ericeira : Um lausperene de vinte e quatro horas de quinta para sexta-feira. A presença ininterrupta de pessoas, o caminho cadenciado e silencioso feito, levou-me a pensar no primeiro fruto da visita do Santo Padre, recentrar a Igreja em Deus.Então podemos contemplar uma Igreja,no meio das agitações e confusões, que desce do céu, cheia de beleza e de verdade,para que os homens retomem a dignidade de filhos e irmãos e tenham como horizonte o Reino de Deus.
Neste domingo temos a primeira comunhão das crianças da catequese.Foi para mim uma agradável surpresa saber que quase todas são acompanhadas ao domingo pelas famílias na vinda à missa.Por vezes também carrego o peso da frustração do faz de conta e do egoismo dominante.Mas foi um lenitivo ver pais que na discrição e na fidelidade querem transmitir tanto amor e tantos valores a seus filhos.Ser comungante significa ter o coração certo e cheio do amigo Jesus e levar para a vida a novidade dum mandamento novo.
Uma congregação diferente,como foi oportunamente avisado, aconteceu na Igreja Paroquial da Ericeira : Um lausperene de vinte e quatro horas de quinta para sexta-feira. A presença ininterrupta de pessoas, o caminho cadenciado e silencioso feito, levou-me a pensar no primeiro fruto da visita do Santo Padre, recentrar a Igreja em Deus.Então podemos contemplar uma Igreja,no meio das agitações e confusões, que desce do céu, cheia de beleza e de verdade,para que os homens retomem a dignidade de filhos e irmãos e tenham como horizonte o Reino de Deus.
Armindo Garcia
24 de Abril de 2010
Há dias propícios para revermos o fio condutor dos nossos dias.Muitas vezes recordo a ressonância em mim da afirmação de Jesus no evangelho de Mateus que "tinha pena da multidão que andava como ovelhas sem pastor".Tinha apenas doze anos e começou a ser uma referência para mim.
A temática do Bom Pastor é para mim obrigatória.Dar a vida faz repensar a generosidade com novo ardor.A ovelha perdida sugere-me que hoje é multidão.Que poderá significar neste momento concreto da nossa história e da Igreja dar a vida pelas pessoas.Sem dúvida o testemunho da serenidade e da humildade , sem dúvida , a procura da fidelidade e da beleza. O Bom Pastor das ovelhas é o próprio Jesus. Compete-nos,no mínimo, não estragar.
O Papa tem esta missão de ser o visível pastor universal.Vamos recebê-lo na circunstância de ser particularmente provado no seu ministério com a bem -aventurança de uma subtil perseguição.Todos temos uma ocasião de crescimento na perfeição cristã com tantos e concertados desafios.
A temática do Bom Pastor é para mim obrigatória.Dar a vida faz repensar a generosidade com novo ardor.A ovelha perdida sugere-me que hoje é multidão.Que poderá significar neste momento concreto da nossa história e da Igreja dar a vida pelas pessoas.Sem dúvida o testemunho da serenidade e da humildade , sem dúvida , a procura da fidelidade e da beleza. O Bom Pastor das ovelhas é o próprio Jesus. Compete-nos,no mínimo, não estragar.
O Papa tem esta missão de ser o visível pastor universal.Vamos recebê-lo na circunstância de ser particularmente provado no seu ministério com a bem -aventurança de uma subtil perseguição.Todos temos uma ocasião de crescimento na perfeição cristã com tantos e concertados desafios.
Armindo Garcia
17 de Abril de 2010
Ela foi feita a Pedro e aos seus sucessores e lembra-nos o fundamento e a fidelidade do primado : "Tu amas-Me ?"
Ser pastor do rebanho pelo qual Jesus deu o seu sangue significa activar a resposta à pergunta,o que gera uma nova fidelidade.Quem se deixa confiar ao padroeiro da paróquia,São Pedro normalmente a pergunta surge mais vezes.O ofício pastoral é um ofício de amor.
Por vezes lembro esta pergunta feita no âmbito de casais jovens,em que surge a resposta :já não gosto de ti.Mas na nossa relação com Jesus,Ele é fiel.Nós podemos falhar Ele nunca.
O que significa amar no ministério pastoral? Uma generosidade que tem o seu modelo na cruz.Uma paciência,onde sempre se está a recomeçar.O gostar e querer bem a todos. Um grande amor.
Este é o segredo de todas as vocações e de todos os serviços na Igreja.
Ser pastor do rebanho pelo qual Jesus deu o seu sangue significa activar a resposta à pergunta,o que gera uma nova fidelidade.Quem se deixa confiar ao padroeiro da paróquia,São Pedro normalmente a pergunta surge mais vezes.O ofício pastoral é um ofício de amor.
Por vezes lembro esta pergunta feita no âmbito de casais jovens,em que surge a resposta :já não gosto de ti.Mas na nossa relação com Jesus,Ele é fiel.Nós podemos falhar Ele nunca.
O que significa amar no ministério pastoral? Uma generosidade que tem o seu modelo na cruz.Uma paciência,onde sempre se está a recomeçar.O gostar e querer bem a todos. Um grande amor.
Este é o segredo de todas as vocações e de todos os serviços na Igreja.
Armindo Garcia