01 de Junho de 2007
Através da Igreja conhecemos Jesus e a revelação do mistério de Deus.Três Pessoas divinas que se relacionam .Para S.Cipriano a Igreja é uma comunidade reunida na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.Por isso também afirmou que não se pode ter a Deus por Pai se não se tiver a Igreja por Mãe.É esta a forma grata de reconhecer que é o sacramento da íntima relação com Deus.Assim se entende a si mesma, a sua parte visível está ancorada no mistério de Deus.

O Concílio Vaticano II foi uma aprofundada contemplação do mistério da Igreja  vista a descer do alto como a cidade santa de Jerusalém,pronta como uma noiva para o seu esposo...a morada de Deus entre os homens.Cf.Ap.21,2-3.


Nós cristãos por graça somos chamados a olhar a Igreja por dentro como se veêm os vitrais,por isso com ternura e propriedade lhe chamamos Santa Madre Igreja.


Também pode ser vista objectivamente do exterior na solidariedade com as alegrias e tristezas dos homens e sensível a tudo o que é verdadeiramente humano.

Quem está de dentro só pode viver como testemunha e servidor procurando a perfeição da caridade.

Celebrar o dia da Igreja dicesana é celebrar a grande família onde se entrou pelo baptismo e que dá às nossas famílias a identidade de pequenas igrejas.

A nossa diocese de Lisboa foi gerando ao longo dos tempos uma comunhão que nos deu uma fisionomia própria de graça de onde nasceram tantas dioceses.

 
Armindo Garcia

27 de Maio de 2007
A solenidade do Pentecostes foi longamente preparada. No Antigo Testamento era a festa da lei e da aliança do Sinai. No começo da Bíblia é-nos referido no caos original que  o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

Temos depois a confusão de Babel : um projecto de torre abortado.Não se entenderam na comunicação.

A solenidade do Pentecostes diz-nos que muita gente sem perder a sua diversidade está unida, cheia de força, para levar a Boa Notícia até aos confins da terra.

Uma boa indicação de que o Espírito Santo é missionário e renova a face da terra.
Talvez nos bata fundo a confusão que continua a persistir. Não é apenas o trânsito, a comunicação social, a economia, a informática e tanta coisa obscura.

Pensamos nos nossos adolescentes a iniciarem-se a partir da escola em tudo isto.
Desejamo aos nossos pré-adolescentes a celebrarem a profissão de fé que possam descobrir um mundo novo e a civilização do amor.

Com o coração cheio da glória de Deus que é o Espírito Santo tenham discernimento para distinguir a verdade da aparência.Que o Espírito os torne servidores porque Ele dá um dom a cada um de nós em ordem ao bem comum.
Armindo Garcia

20 de Maio de 2007
Celebra-se este domingo na paróquia a festa da vida.Para nós a vida não é só a força do biológico ou a aparência da encadernação para tanto vazio.
No domingo passado há quarenta anos o Papa Paulo VI dizia em Fátima :"Homens sede homens".Desejamos aos nossos adolescentes que sejam pessoas de carácter e descubram a beleza da solidariedade e do serviço.O Senhor da vida conta com eles para defender e conquistar um mundo melhor.É o caminho certo para ser feliz.
Armindo Garcia

18 de Maio de 2007
Afirma no evangelho a liturgia deste domingo: Sereis testemunhas de tudo isto e nos actos dos apóstolos: Sereis Minhas testemunhas em Jerusalém,em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra.

Foi por testemunho convicto e vivido que recebemos a fé.Paulo VI na Evangelii Nuntiandi 41 cita-se a si próprio que "O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então se escuta os mestres,é porque são testemunhas.

É um bom domingo para sujeitarmos a exame o que estamos a testemunhar ou melhor dito o que estamos a viver. As crianças e adolescentes bebem o ambiente no saudável e no venenoso.Talvez ainda não esteja muito apurada a consciência desta responsabilidade.Ninguém educa por decreto,mas por que não ter mais sentido das prioridades.

Não podemos terminar sem realçar o alto testemunho da procissão das velas na Ericeira no domingo passado.Temos um potencial a não desperdiçar.
Armindo Garcia

10 de Maio de 2007
Este domingo tem uma luz especial por celebrar os noventa anos das aparições de Fátima. A última palavra de Nossa Senhora vem oficialmente nas bodas de Caná : "Fazei tudo o que o Meu Filho vos disser". Mas as aparições de Fátima recordam esta palavra.

Foi na Cova da Iria. Iria quer dizer paz. Neste tempo pascal esta saudação é-nos repetida múltiplas vezes. É o resumo de todos os bens.

Queremos desejar a paz a todos de futuro mais incerto e doloroso: Aos jovens casais que começam o seu projecto de vida hipotecados a um empréstimo bancário. O desgaste a que se sujeitam não lhes dá nenhuma qualidade de vida nem felicidade para viver e criar os filhos. Aos que nos visitam e vêm trabalhar para o bronze, que invistam também no ouro do seu coração. A nossa vila será mais bonita se o íntimo das pessoas não estiver cheio de nada. Que não seja o medo, a insegurança, o vazio a preencher a vida das pessoas.

À Virgem feita Igreja, no dizer de São Francisco de Assis, confiamos cada pessoa da Paróquia, dos mais velhos aos mais novos.

Neste domingo haverà às 21,30 procissão por algumas ruas da Vila com o desejo que todas sejam abençoadas e visitadas.

 

Armindo Garcia

05 de Maio de 2007
Foi na Última Ceia que Jesus nos deixou como testamento o mandamento novo: "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" Jo 13,34. Não é apenas uma tendência natural da psicologia humana mas o amor com que somos amados que identificam o ser e o agir do cristão. Toda a nossa existência vive da gratidão e coerência com o nosso novo modo de ser.
 

O tempo pascal é particularmente adequado para revalidar a vida nova reassumindo o mandamento novo: os casais indo à raiz do matrimónio, os sacerdotes chamados a exercer "um ofício de amor".


A catequese é chamada a  ser  um  sinal de grande  amor  a coroar  toda a  generosidade  com  que se  cuidou  da  vida dos filhos. Neste tempo da páscoa fazemos as diversas festas que assinalam os vários níveis da transmissão da fé: festa do Pai-nosso,festa do credo, comunhão solene, primeira comunhão, etc.


Gostaríamos que todos estes momentos festivos fossem momentos de verdadeira iniciação cristã. Às veze s cuidamos apenas dos aspectos exteriores, vazios do principal. Não é fácil, neste acentuado tempo de mudança, e esta é a grande preocupação dos bispos portugueses, fazer destes momentos a transmissão de um verdadeiro e grande amor.




Armindo Garcia

28 de Abril de 2007
Celebramos este domingo o dia mundial de oração pelas vocações de especial consagração. É ocasião para recordar que todos percisamos de aprofundar a fundamental consagração do baptismo que nos colocou na esfera de Deus. Lembramos também a feliz expressão do Papa Paulo VI na encíclica Populorum Progressio que toda a vida é vocação.

Deixamos com frequência que a publicidade chame e assim é o consumo, o bem-estar, o prazer a conduzir a actividade e o stress das pessoas.

Este domingo pede vocações para o serviço da comunhão. Como que lembra que o mundo percisa de generosidades purificadas de todos os egoismos, que façam da vida um grande amor, porque uma grande dádiva.

Toda a vida é vocação quer dizer que Deus dá nova frescura aos já chamados e enche o coração dos que se encantam com o serviço do reino. Assim acontece o melhor o fruto da comunidade cristã.

 

Armindo Garcia

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