10 de Abril de 2010
Acabámos de regressar da ida a Santiago de Compostela,neste ano jacobeo.Mas a peregrinação ainda não terminou porque esperamos os seus frutos.No entanto vamos já avaliando a boa experiência,impulsionada por um grande movimento de peregrinos que nos acompanhou durante todo o caminho.
Tivemos o previlégio de na missa do peregrino,na catedral repleta de pessoas de se fazer uma invocação que muito tocou ao Senhor Arcebispo e a desenvolveu na homilia e muito comoveu muitos de nós.
"Senhor Santiago
Somos gente do mar,oriundos da Ericeira,terra de pescadores,gente humilde,boa e simples.Representamos os seus habitantes e os que nos visitam e somos peregrinos diante de Deus.
Gostaríamos de levar connosco a experiência do Monte Santo.Assim, ao sermos declarados, também,filhos de Deus muito amados,o nosso compromisso será o da escuta e da prática da Sua Palavra.
Queremos renovar esta boa experiência com todo o nosso ardor levando esta mensagem a todos os nossos irmãos."
Tivemos o previlégio de na missa do peregrino,na catedral repleta de pessoas de se fazer uma invocação que muito tocou ao Senhor Arcebispo e a desenvolveu na homilia e muito comoveu muitos de nós.
"Senhor Santiago
Somos gente do mar,oriundos da Ericeira,terra de pescadores,gente humilde,boa e simples.Representamos os seus habitantes e os que nos visitam e somos peregrinos diante de Deus.
Gostaríamos de levar connosco a experiência do Monte Santo.Assim, ao sermos declarados, também,filhos de Deus muito amados,o nosso compromisso será o da escuta e da prática da Sua Palavra.
Queremos renovar esta boa experiência com todo o nosso ardor levando esta mensagem a todos os nossos irmãos."
Armindo Garcia
03 de Abril de 2010
Quero desejar a todos os meus amigos que tanto me procuraram hoje,como verifiquei nas estatísticas,uma contagiante alegria da Páscoa.Os discípulos ficaram esfuziantes e as mulheres receberam a missão "Ide dizer a meus irmãos que partam para a Galileia.Lá Me vereis".
Páscoa é vida nova.Se a vida é marcada por tantos enganos e ilusões,se a verdade ainda não nos libertou, por graça do Ressuscitado estamos destinados a nascer de novo.Habituados ao velho resistimos à proposta oferecida pelo mistério pascal de Jesus.Como dizia o poeta cristão,Sebastião da Gama,"Morra em mim o que já é da morte".
Durante o tríduo pascal vi-me a fazer o acto de fé como S.Paulo :" O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim".Também contemplei a cruz como sinal de uma total generosidade com que Deus quer alavanvar o mundo e no meu olhar mais próximo vejo a Ericeira,os casais feridos de egoismo e todos aqueles que andam sedentos de dignidade.Santa Páscoa.
Páscoa é vida nova.Se a vida é marcada por tantos enganos e ilusões,se a verdade ainda não nos libertou, por graça do Ressuscitado estamos destinados a nascer de novo.Habituados ao velho resistimos à proposta oferecida pelo mistério pascal de Jesus.Como dizia o poeta cristão,Sebastião da Gama,"Morra em mim o que já é da morte".
Durante o tríduo pascal vi-me a fazer o acto de fé como S.Paulo :" O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim".Também contemplei a cruz como sinal de uma total generosidade com que Deus quer alavanvar o mundo e no meu olhar mais próximo vejo a Ericeira,os casais feridos de egoismo e todos aqueles que andam sedentos de dignidade.Santa Páscoa.
Armindo Garcia
27 de Março de 2010
Relemos nesta semana maior,a semana santa de 2010,a versão de S.Lucas da paixão do Senhor.Ao começarmos com a instituição da Eucaristia,como que antecipamos todo o drama de amor e de traição que encerra.Conviver à mesa com a mão do que O vai entregar pode levar-nos a enumerar algumas traições que carregamos e sofremos.
Desde aquelas irresponsáveis palavras em que o nome de uma pessoa é denegrido ou aqueles roubos que retiram a confiança até às infidelidades conjugais que levam a um inesquecível luto porque o traidor continua vivo,poderíamos lembrar tantas outras desde traições nos negócios,traições políticas ou partidárias,traições bancárias ou nas empresas,traições porque impera a lei da selva e se quer subir a todo o custo.A honra já não é a escritura da palavra e a lealdade pode faltar onde antes era culivada.
Celebrar a Eucaristia é também comungar um amor traído.Nem temos consciência,
quando abandonamos a fidelidade ao mandato do Senhor "Fazei isto em memória de mim".É um terrível espectáculo aquele que damos pela ligeireza como comungamos ou pela banalidade de vida que a seguir desenvolvemos.Comungar implica grande gratidão e fidelidade.
Desde aquelas irresponsáveis palavras em que o nome de uma pessoa é denegrido ou aqueles roubos que retiram a confiança até às infidelidades conjugais que levam a um inesquecível luto porque o traidor continua vivo,poderíamos lembrar tantas outras desde traições nos negócios,traições políticas ou partidárias,traições bancárias ou nas empresas,traições porque impera a lei da selva e se quer subir a todo o custo.A honra já não é a escritura da palavra e a lealdade pode faltar onde antes era culivada.
Celebrar a Eucaristia é também comungar um amor traído.Nem temos consciência,
quando abandonamos a fidelidade ao mandato do Senhor "Fazei isto em memória de mim".É um terrível espectáculo aquele que damos pela ligeireza como comungamos ou pela banalidade de vida que a seguir desenvolvemos.Comungar implica grande gratidão e fidelidade.
Armindo Garcia
20 de Março de 2010
A liturgia deste V domingo da quaresma mostra-nos outras visões diferentes das socialmente correctas.
O episódio da mulher adúltera leva-nos a pensar na multiplicidade de olhares que se cruzam na vida.Uns rebaixam,desprezam,fazem fusilamentos sumários.Outros manifestam aquele segredo que promove porque só se vê bem com o coração.Os pontos de vista em voga parecem pouco éticos,para não dizer mesquinhos.A justiça que se procura vem maculada por uma orgulhosa falta de humanidade.
Os outros textos revelam outros patamares de observação como os da esperança ou um caminho no deserto.
Para Paulo tudo se modifica com uma profunda experiência que leva à mudança de critérios.Considerar tudo como lixo perante a descoberta de Jesus Cristo.A catequese,os grupos de jovens,as actividades dos cristãos trazem muitas vezes as marcas da envolvente pagã e não tanto a experiência de Jesus Cristo que tudo muda e dá um outro olhar sobre a realidade que não este tão passageiro.
O episódio da mulher adúltera leva-nos a pensar na multiplicidade de olhares que se cruzam na vida.Uns rebaixam,desprezam,fazem fusilamentos sumários.Outros manifestam aquele segredo que promove porque só se vê bem com o coração.Os pontos de vista em voga parecem pouco éticos,para não dizer mesquinhos.A justiça que se procura vem maculada por uma orgulhosa falta de humanidade.
Os outros textos revelam outros patamares de observação como os da esperança ou um caminho no deserto.
Para Paulo tudo se modifica com uma profunda experiência que leva à mudança de critérios.Considerar tudo como lixo perante a descoberta de Jesus Cristo.A catequese,os grupos de jovens,as actividades dos cristãos trazem muitas vezes as marcas da envolvente pagã e não tanto a experiência de Jesus Cristo que tudo muda e dá um outro olhar sobre a realidade que não este tão passageiro.
Armindo Garcia
12 de Março de 2010
Quase em pesquisa informática naveguei pela admirável parábola,dita do filho pródigo, Lc 15,ss.O mais novo entrara num processo degradativo e tomara consciência da baixeza onde caíra segundo a mentalidade judaica: guardar porcos.Reconheçamos que foi um notável clique de mudança.
O movimento para a festa do vitelo gordo começava,mas logo retardada pela mentalidade velha que não perdoa e desconfia.Abrem-se, contudo, horizontes de paz e de reconciliação.
O nosso tempo e os nossos ambientes esperam este clique da maior força de transformação que é a graça.O cansaço do vazio,o esgotamento de escolhas,reduzidas ao dinheiro e ao imediato prazer,quando permitem a consciência,abrem o clique para uma aprazível tarde de verão,na praia quase de um repouso imerecido.
A Páscoa é a surpresa do clique para a festa da vida nova,onde se nasce de novo e são propostas as coisas do alto.O perfume da verdade e da confiança,a ausência de egoismos dão-nos o vislumbre da festa definitiva.
O movimento para a festa do vitelo gordo começava,mas logo retardada pela mentalidade velha que não perdoa e desconfia.Abrem-se, contudo, horizontes de paz e de reconciliação.
O nosso tempo e os nossos ambientes esperam este clique da maior força de transformação que é a graça.O cansaço do vazio,o esgotamento de escolhas,reduzidas ao dinheiro e ao imediato prazer,quando permitem a consciência,abrem o clique para uma aprazível tarde de verão,na praia quase de um repouso imerecido.
A Páscoa é a surpresa do clique para a festa da vida nova,onde se nasce de novo e são propostas as coisas do alto.O perfume da verdade e da confiança,a ausência de egoismos dão-nos o vislumbre da festa definitiva.
Armindo Garcia
06 de Março de 2010
Não é a única vez,que na bíblia Deus se manifesta salvando,embora seja por excelência a revelação de Deus do Antigo Testamento.A experiência inesquecível,sempre comemorada na Páscoa é que Deus liberta o Seu povo.
Procurar na quaresma a Deus,procurar a terra sagrada tem a ver com o encontro dum olhar cheio de compaixão.Ir ao silêncio do sopé do monte é deixar-se observar nas suas debilidades, certos que poderemos ser curados.
Com alguma espontaneidade elenquemos misérias a que podemos ser sujeito.
Andamos amarrados a uma poderosa cultura do parecer e do bem-estar.Não seria mal se não escondesse uma fragilidade e um incómodo de vazio.A cultura do parecer encaminha-nos para a vaidade e orgulho que nos fecha a qualquer mudança deixando-nos encerrados num inútil individualismo.Porque a relação humana é prisioneira de interesses os outros deixaram de ser interessantes.
O mal estar atinge o coração do homem,cansado do desgaste dos compromissos económicos.A doença e em particular a psíquica indicam uma desaquação a este mundo complexo que nos cilindra.
Sem menosprezar que muitas coisas devem ser ordenadas fora de nós,a força da primavera que começa a manifestar-se vem do interior das árvores e das flores.O Deus em que acredito diz que nos podemos libertar.
Procurar na quaresma a Deus,procurar a terra sagrada tem a ver com o encontro dum olhar cheio de compaixão.Ir ao silêncio do sopé do monte é deixar-se observar nas suas debilidades, certos que poderemos ser curados.
Com alguma espontaneidade elenquemos misérias a que podemos ser sujeito.
Andamos amarrados a uma poderosa cultura do parecer e do bem-estar.Não seria mal se não escondesse uma fragilidade e um incómodo de vazio.A cultura do parecer encaminha-nos para a vaidade e orgulho que nos fecha a qualquer mudança deixando-nos encerrados num inútil individualismo.Porque a relação humana é prisioneira de interesses os outros deixaram de ser interessantes.
O mal estar atinge o coração do homem,cansado do desgaste dos compromissos económicos.A doença e em particular a psíquica indicam uma desaquação a este mundo complexo que nos cilindra.
Sem menosprezar que muitas coisas devem ser ordenadas fora de nós,a força da primavera que começa a manifestar-se vem do interior das árvores e das flores.O Deus em que acredito diz que nos podemos libertar.
Armindo Garcia
27 de Fevereiro de 2010
Para Pedro foi uma experiência inesquecível como relata na sua segunda carta,Cf 2Ped 1,16-18,quando com João e Tiago levados por Jesus subiram ao monte da transfiguração.
A nossa vida está marcada pelo histórico das nossas experiências e pela maneira como as aceitamos.Quando elas não são felizes tornam-nos azedos.Hoje somos muito sensíveis a esta interpretação e passa pela sua consciência e aceitação o exercício das psicoterapias.Andamos assim avisados para que não se façam experiências frustrantes embora predomine muitas vezes o culto da ilusão.
A vida cristã é uma experiência religiosa.O ensinamento de Jesus começou por ser uma experiência do Reino com os Seus discípulos.A da Transfiguração é interpretada como uma preparação dos apóstolos para o escândalo da paixão.
A Páscoa que preparamos é vida nova.Há um deficet desta experiência.A quaresma é o tempo de nos pormos a jeito para que de maneira honesta e coerente possamos dar lugar às experiências de Deus.
A nossa vida está marcada pelo histórico das nossas experiências e pela maneira como as aceitamos.Quando elas não são felizes tornam-nos azedos.Hoje somos muito sensíveis a esta interpretação e passa pela sua consciência e aceitação o exercício das psicoterapias.Andamos assim avisados para que não se façam experiências frustrantes embora predomine muitas vezes o culto da ilusão.
A vida cristã é uma experiência religiosa.O ensinamento de Jesus começou por ser uma experiência do Reino com os Seus discípulos.A da Transfiguração é interpretada como uma preparação dos apóstolos para o escândalo da paixão.
A Páscoa que preparamos é vida nova.Há um deficet desta experiência.A quaresma é o tempo de nos pormos a jeito para que de maneira honesta e coerente possamos dar lugar às experiências de Deus.
Armindo Garcia