20 de Fevereiro de 2010
Santo Agostinho oferece-nos um genial quadro para situarmos as tentações como possibilidade de nos conhecermos,impulso para combatermos e assim vencermos.
Entre possíveis interpretações vemos no transformarmos as pedras em pães a tentação do fazer que não é capaz de parar,a tentação do stress,ou o império do ter.E Jesus diz que nem só de pão vive o Homem mas de toda a palavra de Deus.A ilusão da operosidade é uma tentação do mundo moderno que deixou de ter tempo para Deus e assim perdeu o discernimento para o uso das coisas.
A tentação do poder afasta o homem do sentido do serviço,da dádiva,do amor.
Na tentação do espectáculo vemos a procura do parecer.Há um desgaste no falar,na procura de posição,no vínculo às revistas da moda.A procura da visibilidade impede a verdade do ser.
Cada um sabe dos seus campos de exercício quaresmal,mas convido a comunidade cristã da Ericeira a um combate pela confiança,para podermos avançar como terra.Sem este fundamento podemos acumular cansaços e não resultados e não avançar para que a justiça de Deus nos transfigure.
Entre possíveis interpretações vemos no transformarmos as pedras em pães a tentação do fazer que não é capaz de parar,a tentação do stress,ou o império do ter.E Jesus diz que nem só de pão vive o Homem mas de toda a palavra de Deus.A ilusão da operosidade é uma tentação do mundo moderno que deixou de ter tempo para Deus e assim perdeu o discernimento para o uso das coisas.
A tentação do poder afasta o homem do sentido do serviço,da dádiva,do amor.
Na tentação do espectáculo vemos a procura do parecer.Há um desgaste no falar,na procura de posição,no vínculo às revistas da moda.A procura da visibilidade impede a verdade do ser.
Cada um sabe dos seus campos de exercício quaresmal,mas convido a comunidade cristã da Ericeira a um combate pela confiança,para podermos avançar como terra.Sem este fundamento podemos acumular cansaços e não resultados e não avançar para que a justiça de Deus nos transfigure.
Armindo Garcia
13 de Fevereiro de 2010
A grande temática da felicidade vem especificada na liturgia deste domingo como confiança no Senhor.
Estamos convictos que a confiança é fonte de felicidade que nos leva a avançar pela vida e a construir pontes de aproximação.A confiança exige tempo.Lembrando a nossa sabedoria popular, os meninos sem tempo não andam ou ainda, gato escaldado de água fria tem medo.Podemos continuar a observar os espectáculos de devastação provocados pelos repetidos abusos de confiança e depois destes estragos tudo é necessário começar de novo e que se procure o fixe.
Já não recordo bem se não era o Arquimedes que com um ponto fixo e uma alavanca levantava o mundo.A imagem é forte para quem quer alavancar o país.Só com pessoas que mereçam confiança e que não vivam de expedientes podemos sair deste clima atrofiante e de grande desgaste inútil.
A quaresma vai-nos trazer homens novos,felizes porque sabem onde puseram a sua confiança e a Ericeira vai renascer segura.
Estamos convictos que a confiança é fonte de felicidade que nos leva a avançar pela vida e a construir pontes de aproximação.A confiança exige tempo.Lembrando a nossa sabedoria popular, os meninos sem tempo não andam ou ainda, gato escaldado de água fria tem medo.Podemos continuar a observar os espectáculos de devastação provocados pelos repetidos abusos de confiança e depois destes estragos tudo é necessário começar de novo e que se procure o fixe.
Já não recordo bem se não era o Arquimedes que com um ponto fixo e uma alavanca levantava o mundo.A imagem é forte para quem quer alavancar o país.Só com pessoas que mereçam confiança e que não vivam de expedientes podemos sair deste clima atrofiante e de grande desgaste inútil.
A quaresma vai-nos trazer homens novos,felizes porque sabem onde puseram a sua confiança e a Ericeira vai renascer segura.
Armindo Garcia
07 de Fevereiro de 2010
Este sol que hoje nos visita é certo a provocar heliotropismos.Estamos a ver os montes e o vale de Nossa Senhora do Porto da Carvoeira,cobertos de verde,numa grande azáfama da função clorofilina.Mas como temos o mar diante dos olhos sentimos o seu apelo e lembramos a estratégia de Jesus ao dizer a Pedro, quando nada o fazia prever,faz-te ao largo.
Neste domingo pré-quaresmal somos chamados a ver por onde vamos avançar para a grande pescaria.
A celebração da apresentação de Jesus no templo,que na Ericeira encheu a Igreja de crianças e seus pais,dá-nos confiança para relançarmos a catequese dos adultos.É a primeira actividade da catequese.
A luminosidade leva-nos a repetir que a terra só se renova se as famílias se renovarem.Ou como tem sido dito,a justiça dará nova ordem à terra se houver justos.
Como estamos certos que a verdade nos libertará temos a ingente tarefa de limpar adquiridas ferrugens ou alguns bafios.
Neste domingo pré-quaresmal somos chamados a ver por onde vamos avançar para a grande pescaria.
A celebração da apresentação de Jesus no templo,que na Ericeira encheu a Igreja de crianças e seus pais,dá-nos confiança para relançarmos a catequese dos adultos.É a primeira actividade da catequese.
A luminosidade leva-nos a repetir que a terra só se renova se as famílias se renovarem.Ou como tem sido dito,a justiça dará nova ordem à terra se houver justos.
Como estamos certos que a verdade nos libertará temos a ingente tarefa de limpar adquiridas ferrugens ou alguns bafios.
Armindo Garcia
30 de Janeiro de 2010
A primeira impressão que poderíamos retirar da sinagoga de Nazaré era a de um pregador sem sucesso.Mas vendo Jesus que "passando no meio deles seguiu o Seu caminho " diremos que Jesus é um pregador provado.Vemos neste início o futuro da missão de Jesus de paixão e triunfo.
Cada um de nós é provado na sua missão com dificuldades.Agumas são exteriores a nós, outras estão dentro de nós.Com elas vamos-nos conhecendo e vamos seguindo o nosso caminho ou seja vamo-nos fazendo e cumprindo a nossa missão.
Há uma esperança e uma confiança basilar que nos impulsionam para a frente,como dizia o poeta Sebastião da Gama,pela esperança é que vamos.
Apenas o cuidado se exige de não ficarmos parados no tempo ou amordaçados pelas dificuldades e sabermos sempre com Quem vamos.
Cada um de nós é provado na sua missão com dificuldades.Agumas são exteriores a nós, outras estão dentro de nós.Com elas vamos-nos conhecendo e vamos seguindo o nosso caminho ou seja vamo-nos fazendo e cumprindo a nossa missão.
Há uma esperança e uma confiança basilar que nos impulsionam para a frente,como dizia o poeta Sebastião da Gama,pela esperança é que vamos.
Apenas o cuidado se exige de não ficarmos parados no tempo ou amordaçados pelas dificuldades e sabermos sempre com Quem vamos.
Armindo Garcia
23 de Janeiro de 2010
O título quer sugerir as múltiplas facetas da liturgia deste domingo como a escuta da palavra em assembleia que deu origem a um dia de festa até à celebração na sinagoga que revela a pessoa e missão de Jesus e nos faz pensar na nossa própria identidade.
Para o povo Hebreu era primordial a escuta.Formado no deserto,desenvolveu esta capacidade de atenção e de interpretação das mensagens no meio do silêncio circundante.A missão da proclamação da palavra própria do profeta e do sacerdote era desejada e acolhida.
Havia um dia e local próprio para celebrar,acolher e interpretar a Palavra de Deus : ao sábado na sinagoga.Jesus que sempre respeitou os costumes e tradições do Seu povo,explica num sábado a leitura do livro do profeta Isaias e aplica a Si a identidade de consagrado e enviado.Se nos abre a uma missão em nome de Deus,leva-nos a meditar na identidade de cada um de nós.
É bom podermos descobrir o projecto de Deus para cada um de nós,porque em cada um de nós Deus escolhe todos.
Para o povo Hebreu era primordial a escuta.Formado no deserto,desenvolveu esta capacidade de atenção e de interpretação das mensagens no meio do silêncio circundante.A missão da proclamação da palavra própria do profeta e do sacerdote era desejada e acolhida.
Havia um dia e local próprio para celebrar,acolher e interpretar a Palavra de Deus : ao sábado na sinagoga.Jesus que sempre respeitou os costumes e tradições do Seu povo,explica num sábado a leitura do livro do profeta Isaias e aplica a Si a identidade de consagrado e enviado.Se nos abre a uma missão em nome de Deus,leva-nos a meditar na identidade de cada um de nós.
É bom podermos descobrir o projecto de Deus para cada um de nós,porque em cada um de nós Deus escolhe todos.
Armindo Garcia
16 de Janeiro de 2010
As bodas de Caná anunciam o banquete da festa que não terá fim.A generosidade do vinho bom evoca a alegria e os múltiplos serviços.A tarefa de encher as talhas fala-nos da nossa humilde colaboração a que Deus dá sentido e entusiasmo,pese embora a dificuldade em entender o que se estava a passar pelos mais responsáveis.
Este ano gostaría de contemplar a presença tão discreta e actuante de Nossa Senhora Mãe de Jesus."Fazei tudo o que Meu Filho vos disser":
1.Escolhi em primeiro lugar o mandamento novo.Amai-vos uns aos outros.Sebastião da Gama afirmou a quem lhe perguntava se tinha muito que fazer que tinha muito que amar.
2.Jesus deixou-nos um critério de veracidade deste amor.Cumprir os mandamentos.
"Como o Pai Me amou,tambem Eu vos amei;permanecei no Meu amor.Se guardardes os Meus mandamentos permanecereis no meu amor " Jo 15,9-10.
3.Celebrar a Eucaristia."Fazei Isto em memória de Mim"
4."O que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos a Mim o fareis" Mat 25,
5."Ide, pois, e ensinai todas as nações...Estarei sempre convosco Mat 28,19-20.
Este ano gostaría de contemplar a presença tão discreta e actuante de Nossa Senhora Mãe de Jesus."Fazei tudo o que Meu Filho vos disser":
1.Escolhi em primeiro lugar o mandamento novo.Amai-vos uns aos outros.Sebastião da Gama afirmou a quem lhe perguntava se tinha muito que fazer que tinha muito que amar.
2.Jesus deixou-nos um critério de veracidade deste amor.Cumprir os mandamentos.
"Como o Pai Me amou,tambem Eu vos amei;permanecei no Meu amor.Se guardardes os Meus mandamentos permanecereis no meu amor " Jo 15,9-10.
3.Celebrar a Eucaristia."Fazei Isto em memória de Mim"
4."O que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos a Mim o fareis" Mat 25,
5."Ide, pois, e ensinai todas as nações...Estarei sempre convosco Mat 28,19-20.
Armindo Garcia
09 de Janeiro de 2010
É fatigante a experiência dos múltiplos cartões de identificação que não facilitam tanto ou favorecem a identidade.Se juntarmos os números identificadores para pesquisas na internet ou os diversos códigos de cartões de banco ou telemóvel é verosímil chegarmos à situação de uma potencial amnésia de alguns números com que somos numerados,por exemplo o telefone. Por isso admiro o génio de Pitágoras que visualizou esta espécie de gene ou o princípio do número.Considero no entanto, muito prosaico os que dizem que o seu negócio são números.
Neste domingo,o último do Natal,celebra-se o Baptismo de Jesus,em que é identificado como o Filho muito amado do Pai.
Os pais gostam biologicamente muito dos filhos e preparam-nos para a árdua tarefa da complexidade, mas correm o risco de os gerarem para o vazio se eles não fizerem a experiência de serem profundamente amados por Deus.Os barcos da Ericeira que se aventuram no mar largo já têm todos GPS,mas em terra há muita gente à deriva sem o cartão único que oferece uma identidade do alto.
Neste domingo,o último do Natal,celebra-se o Baptismo de Jesus,em que é identificado como o Filho muito amado do Pai.
Os pais gostam biologicamente muito dos filhos e preparam-nos para a árdua tarefa da complexidade, mas correm o risco de os gerarem para o vazio se eles não fizerem a experiência de serem profundamente amados por Deus.Os barcos da Ericeira que se aventuram no mar largo já têm todos GPS,mas em terra há muita gente à deriva sem o cartão único que oferece uma identidade do alto.
Armindo Garcia