03 de Janeiro de 2009
O admirável texto de S.Leão Magno,hoje contemplado no ofício de leitura da Liturgia das horas,reconhece nesta solenidade da epifania o cumprimento da promessa feita a Abraão (Gen 15 e 17) que na sua descendência seriam abençoados todos os povos da terra.
"Celebremos, com alegria espiritual, o dia das nossas primícias e o princípio da vocação dos gentios à fé e à salvação ". Os Magos são portadores da oferta dos povos e cumprem em movimento terrestre a obdiência dos astros.
Neste ano paulino sabe bem lembrar como o Apóstolo entendia a sua missão:"ser ministro de Jesus Cristo,entre os gentios,exercendo o sacerdócio do Evangelho de Deus,a fim de que a oblação dos gentios seja aceite e santificada pelo Espírito Santo".Andava assim Paulo a preparar a oferta dos povos.
S. Leão Magno conclui o citado texto :"A docilidade da estrela nos exorta a imitar o seu exemplo,isto é,a servir na medida das nossas possibilidades esta graça que chama todos os homens para Cristo.Animados por este zelo,deveis empenhar-vos,caríssimos irmãos,em serdes úteis uns aos outros,a fim de que brilheis como filhos da luz no reino de Deus,no qual se entra graças à integridade da fé e às boas obras".A oferta das pessoas começa com a oferta da nossa fidelidade à maneira da estrela.
"Celebremos, com alegria espiritual, o dia das nossas primícias e o princípio da vocação dos gentios à fé e à salvação ". Os Magos são portadores da oferta dos povos e cumprem em movimento terrestre a obdiência dos astros.
Neste ano paulino sabe bem lembrar como o Apóstolo entendia a sua missão:"ser ministro de Jesus Cristo,entre os gentios,exercendo o sacerdócio do Evangelho de Deus,a fim de que a oblação dos gentios seja aceite e santificada pelo Espírito Santo".Andava assim Paulo a preparar a oferta dos povos.
S. Leão Magno conclui o citado texto :"A docilidade da estrela nos exorta a imitar o seu exemplo,isto é,a servir na medida das nossas possibilidades esta graça que chama todos os homens para Cristo.Animados por este zelo,deveis empenhar-vos,caríssimos irmãos,em serdes úteis uns aos outros,a fim de que brilheis como filhos da luz no reino de Deus,no qual se entra graças à integridade da fé e às boas obras".A oferta das pessoas começa com a oferta da nossa fidelidade à maneira da estrela.
Armindo Garcia
27 de Dezembro de 2008
Já diziam os latinos aprende menino a conhecer a mãe pelo sorriso.De facto é na família que acontece o primeiro sorriso.Para uma criança crescer, precisa de tempo e de estabilidade.Já dizia a sabedoria popular que os meninos sem tempo não andam.
A família é o melhor berço para uma criança ganhar autonomia e aprender a relacionar-se.É num ambiente caloroso que se aprende a ganhar segurança e se descobre a beleza e o carinho da mãe e do pai.
Aceite como célula primordial da sociedade a família já foi considerada como a primeira democracia e para os cristãos é a igreja doméstica.O seu segredo é sem dúvida o amor ou digamos o amor na família é honrar.
As famílias modernas,aceleradas para trazerem o pãozinho para casa podem ser atingidas pelo desemprego,pela falta de casa,pela doença.Uma fadiga emocional consome frequentemente as famílias pressionadas por tantas responsabilidades e como que perderam o paradigma.O próprio Jesus escolheu o direito de nascer numa família para entrar na história do seu povo,conhecer os seus costumes e as suas festas para nos oferecer a festa definitiva, feita de comunhão,de reino,de vida nova.
A família é o melhor berço para uma criança ganhar autonomia e aprender a relacionar-se.É num ambiente caloroso que se aprende a ganhar segurança e se descobre a beleza e o carinho da mãe e do pai.
Aceite como célula primordial da sociedade a família já foi considerada como a primeira democracia e para os cristãos é a igreja doméstica.O seu segredo é sem dúvida o amor ou digamos o amor na família é honrar.
As famílias modernas,aceleradas para trazerem o pãozinho para casa podem ser atingidas pelo desemprego,pela falta de casa,pela doença.Uma fadiga emocional consome frequentemente as famílias pressionadas por tantas responsabilidades e como que perderam o paradigma.O próprio Jesus escolheu o direito de nascer numa família para entrar na história do seu povo,conhecer os seus costumes e as suas festas para nos oferecer a festa definitiva, feita de comunhão,de reino,de vida nova.
Armindo Garcia
20 de Dezembro de 2008
Andam neste momento as crianças da catequese a distribuir pelo comércio da Ericeira uma mensagem de Natal da Vigararia XI do Patriarcado de Lisboa.Em forma de rolo aberto que revela o segredo escondido,a simbólica de Natal presente quiz acenar ao recente Sínodo dos Bispos sobre a Palavra e não esquece o Ano Paulino :"Deus enviou o Seu Filho ao mundo,nascido de uma mulher".Gl 4,4
Este quarto Domingo do Advento contempla a misericórdia e fidelidade de Deus.O mistério da eleição de uma descendência,a Casa de David, concentra-se em Santa Maria.Por isso,Nossa Senhora cantará que o Senhor cuidou de Israel Seu servo o que mostra a Sua percepção e envolvência no cumprimento do desígnio de Deus.
S.João saúda a Senhora Eleita, 2 Jo 1, a Mãe Igreja ao colo de Quem fomos criados.Nela participamos da eleição e da dignidade de filhos.
O Natal onde estamos a entrar,pese embora o nevoeiro da omnipresente crise concede-nos uma alegria e gratidão e um Humanismo outro, feito de verdadeira proximidade onde não há sentimentos inconsequentes ou falsos.O vislumbre é o de uma educação alternativa feita de admiração,justiça,paz e frescura.A novidade do Natal está por descobrir.
Este quarto Domingo do Advento contempla a misericórdia e fidelidade de Deus.O mistério da eleição de uma descendência,a Casa de David, concentra-se em Santa Maria.Por isso,Nossa Senhora cantará que o Senhor cuidou de Israel Seu servo o que mostra a Sua percepção e envolvência no cumprimento do desígnio de Deus.
S.João saúda a Senhora Eleita, 2 Jo 1, a Mãe Igreja ao colo de Quem fomos criados.Nela participamos da eleição e da dignidade de filhos.
O Natal onde estamos a entrar,pese embora o nevoeiro da omnipresente crise concede-nos uma alegria e gratidão e um Humanismo outro, feito de verdadeira proximidade onde não há sentimentos inconsequentes ou falsos.O vislumbre é o de uma educação alternativa feita de admiração,justiça,paz e frescura.A novidade do Natal está por descobrir.
Armindo Garcia
13 de Dezembro de 2008
A insistência na crise financeira e todas as ameaças económicas de que não estamos libertos podem causar um certo mal estar a quem vê muitos telejornais.Nas passagens de nível continua a ser prudente aplicar a trilogia : Pare, escute e olhe. No tempo do Advento a vigilância é por causa da surpresa da alegria.
A liturgia deste domingo centra-nos na alegria, talvez para nos lembrar que fomos criados para sermos felizes.Não podemos perder este horizonte de felicidade.A felicidade dá sempre prazer.Nem todos os prazeres dão felicidade.Por isso não podemos perder esta feliz oportunidade de examinar onde estão as verdadeiras felicidades.
Muitos antes de nós percorreram o caminho da felicidade marcados pelo Espírito de Deus.Mas ninguém como Nossa Senhora cantou o hino da alegria.o Magnificat.
O tempo do Advento é favorável para redescobrirmos o Magnificat da nossa vida,qual o cântico verdadeiro,sem amargos de boca ou sem uma mediocridade envernizada.
A liturgia deste domingo centra-nos na alegria, talvez para nos lembrar que fomos criados para sermos felizes.Não podemos perder este horizonte de felicidade.A felicidade dá sempre prazer.Nem todos os prazeres dão felicidade.Por isso não podemos perder esta feliz oportunidade de examinar onde estão as verdadeiras felicidades.
Muitos antes de nós percorreram o caminho da felicidade marcados pelo Espírito de Deus.Mas ninguém como Nossa Senhora cantou o hino da alegria.o Magnificat.
O tempo do Advento é favorável para redescobrirmos o Magnificat da nossa vida,qual o cântico verdadeiro,sem amargos de boca ou sem uma mediocridade envernizada.
Armindo Garcia
06 de Dezembro de 2008
Assim começa a segunda leitura deste domingo do advento.Se aponta para um futuro a descobrir pode ajudar a reler uma experiência feita.Assim a peregrinação a Fátima neste dia um de dezembro, feita de elementos tão simples e inesperados,mas que deram uma densidade ao dia.Talvez o queremos ir mais longe.Talvez o querermos bem aos trezentos e cinquenta companheiros de viagem e às paróquias da Ericeira e Carvoeira que representávamos fez-nos percorrer um percurso interior cheio de beleza e de luz.O painel da Igreja da Santíssima Trindade deu-nos este futuro horizonte de luz.
A celebração eucarística no recolhimento de um subterrâneo consolidou uma comunhão que já vínhamos experimentando.Todo o dia foi uma experiência desta fraternidade profunda, na simpatia trocada, no acolhimento de dolorosas histórias passadas e que vale a pena recordar positivamente.
A caminhada para o almoço e depois a aconchegante e reconfortante refeição fez lembrar o banquete no monte santo do profeta Isaías.O Beato Nuno evocou a santidade e generosidade dos nossos antepassados.
Muitas pessoas elegeram o cortejo para a despedida na Capelinha como momento marcante do dia.Foi defacto de grande beleza aquela coluna de gente guiada por uma cruz e pelos nossos guiões paroquiais.
No dia seguinte não se falava de outra coisa na praça da Ericeira, nas pastelarias e nas ruas.As experiências é que não podem ser caladas.Foi assim o que aconteceu com os que fizeram com Jesus uma experiência de Reino de Deus.
A celebração eucarística no recolhimento de um subterrâneo consolidou uma comunhão que já vínhamos experimentando.Todo o dia foi uma experiência desta fraternidade profunda, na simpatia trocada, no acolhimento de dolorosas histórias passadas e que vale a pena recordar positivamente.
A caminhada para o almoço e depois a aconchegante e reconfortante refeição fez lembrar o banquete no monte santo do profeta Isaías.O Beato Nuno evocou a santidade e generosidade dos nossos antepassados.
Muitas pessoas elegeram o cortejo para a despedida na Capelinha como momento marcante do dia.Foi defacto de grande beleza aquela coluna de gente guiada por uma cruz e pelos nossos guiões paroquiais.
No dia seguinte não se falava de outra coisa na praça da Ericeira, nas pastelarias e nas ruas.As experiências é que não podem ser caladas.Foi assim o que aconteceu com os que fizeram com Jesus uma experiência de Reino de Deus.
Armindo Garcia
29 de Novembro de 2008
Começamos o tempo do Advento com o imperativo da vigilância.É uma atitude muito lembrada.Todos sabemos que temos de ter cuidado com o gaz não podemos sair de casa sem a deixar em segurança.As recomendações repetem-se em relação aos sinais de doença e chegando a certa idade pergunta-se como vai a tensão ou o colesterol.
Neste momento a questão da segurança pede uma particular vigilância das forças policiais com os seus observatórios e serviços de inteligência como o cuidado em relação ao dinheiro.Os estados procuram salvar a confiança e a credibilidade de um certo capitalismo em crise.O nosso país em concreto vai procurar não acabar de se alienar com empréstimos no estrangeiro.
Há uma vigilância mais exigente e nobre em relação ao património legado que nos dá uma fisionomia particular.A boa escola dos nossos antepassados transmitiu-nos honradez , coragem, solidariedade e responsabilidade pelos talentos recebidos.
Para os crentes os talentos maiores são os da iniciação cristã.A nossa alma não pode ser asfixiada,por isso o tempo do Avento é especial de graça com as característcas da sobriedade, da vigilância e o revalidar o melhor de nós mesmos.
Neste momento a questão da segurança pede uma particular vigilância das forças policiais com os seus observatórios e serviços de inteligência como o cuidado em relação ao dinheiro.Os estados procuram salvar a confiança e a credibilidade de um certo capitalismo em crise.O nosso país em concreto vai procurar não acabar de se alienar com empréstimos no estrangeiro.
Há uma vigilância mais exigente e nobre em relação ao património legado que nos dá uma fisionomia particular.A boa escola dos nossos antepassados transmitiu-nos honradez , coragem, solidariedade e responsabilidade pelos talentos recebidos.
Para os crentes os talentos maiores são os da iniciação cristã.A nossa alma não pode ser asfixiada,por isso o tempo do Avento é especial de graça com as característcas da sobriedade, da vigilância e o revalidar o melhor de nós mesmos.
Armindo Garcia
22 de Novembro de 2008
Nas exéquias do Rei Balduino da Bélgica, o Card. Suenens afirmava : "Estamos diante de alguém que foi mais do que um rei, porque pastor do seu povo". Retomava assim o Cardeal a imagem bíblica do Rei-Pastor do seu Povo, que Jesus apropriou para Si.A imagem sugere o império da confiança,porque alguém cuida de nós e nos encaminha para os verdes prados.
O evangelho deste domingo destaca o domínio da fraternidade, porque já não é a lógica da ganância ou o espezinhar o próximo mas o cuidar dos irmãos de Cristo.O nosso projecto de vida ou o nosso compromisso, para utilizarmos a feliz expressão das Misericórdias, é com os outros,caminho seguro para que Cristo seja na nossa vida, o Senhor.
Outra expressão equivalente à de Rei, Pastor e Senhor encontramos na de Servo,porque Jesus veio para servir e não para ser servido.
Estamos a pouco mais de um mês de comemorar os trezentos e trinta anos da Misericórdia da Ericeira.Vale a pena recordar esta cultura de paz e de compaixão em que o outro é imagem do Senhor.Há uma ecologia espiritual quando nos lançarmos a purificar a Ericeira de todos os egoismos.Então experimentaremos uma imensa segurança e a felicidade do reino, não fundamentado em enganos.
O evangelho deste domingo destaca o domínio da fraternidade, porque já não é a lógica da ganância ou o espezinhar o próximo mas o cuidar dos irmãos de Cristo.O nosso projecto de vida ou o nosso compromisso, para utilizarmos a feliz expressão das Misericórdias, é com os outros,caminho seguro para que Cristo seja na nossa vida, o Senhor.
Outra expressão equivalente à de Rei, Pastor e Senhor encontramos na de Servo,porque Jesus veio para servir e não para ser servido.
Estamos a pouco mais de um mês de comemorar os trezentos e trinta anos da Misericórdia da Ericeira.Vale a pena recordar esta cultura de paz e de compaixão em que o outro é imagem do Senhor.Há uma ecologia espiritual quando nos lançarmos a purificar a Ericeira de todos os egoismos.Então experimentaremos uma imensa segurança e a felicidade do reino, não fundamentado em enganos.
Armindo Garcia