28 de Setembro de 2008
Não é a primeira vez que nos debruçamos sobre os nossos sentimentos,reveladores da nossa identidade psicológica.De facto os sentimentos são a parte observável do nosso misterioso profundo que condiciona a nossa maneira de proceder.
S.Paulo na epístola deste domingo Fil 2,1-11,convida-nos a sentimentos de comunhão e humildade ou melhor a estarmos unidos nos sentimentos de Cristo.
A humildade não é propriamente uma virtude da moda num tempo de luta pela carreira e de muita competição.Mas para percebermos que é uma virtude de excelência devemos afirmar que não equivale a inutilidade ou uma atitude displicentemente ingénua.O sábio é humilde porque o muito saber levou-o a douta ignorância.A banal e divulgadíssima cultura burguesa criou o perfil do sabe tudo mas que ainda não chegou ao patamar de saber que não sabe.A humildade tem a consistência da verdade e da maturidade.
Estar em Cristo significa percorrer interiormente o mistério pascal de Jesus desde a condição divina à condição de servo até à morte e morte de cruz...porque Deus levanta os humildes.
O serviço é humilde.A mãe de Jesus,a humilde serva do Senhor,acompanhe os serviços e os servos da paróquia neste novo ano pastoral.
S.Paulo na epístola deste domingo Fil 2,1-11,convida-nos a sentimentos de comunhão e humildade ou melhor a estarmos unidos nos sentimentos de Cristo.
A humildade não é propriamente uma virtude da moda num tempo de luta pela carreira e de muita competição.Mas para percebermos que é uma virtude de excelência devemos afirmar que não equivale a inutilidade ou uma atitude displicentemente ingénua.O sábio é humilde porque o muito saber levou-o a douta ignorância.A banal e divulgadíssima cultura burguesa criou o perfil do sabe tudo mas que ainda não chegou ao patamar de saber que não sabe.A humildade tem a consistência da verdade e da maturidade.
Estar em Cristo significa percorrer interiormente o mistério pascal de Jesus desde a condição divina à condição de servo até à morte e morte de cruz...porque Deus levanta os humildes.
O serviço é humilde.A mãe de Jesus,a humilde serva do Senhor,acompanhe os serviços e os servos da paróquia neste novo ano pastoral.
Armindo Garcia
21 de Setembro de 2008
O texto evangélico deste XXV domingo do tempo comum Mt 20,1-16a lembra-nos o convite universal para trabalharmos na Vinha do Senhor.Foi assim que Papa Bento XVI se apresentou no dia da sua eleição,como humilde trabalhador da Vinha do Senhor.
S.Gregório Magno,amplamente citado na Exortação Apostólica Christifidelis Laici do Papa João Paulo II, compara as horas do dia às diversas fases da vida:Deus chama
na infância, como na idade adulta e na velhice.Têm coloridos e encantos próprios estes chamamentos a lembrarem a afirmação do Papa Paulo VI na Encíclica Populorum Progressio: "Toda a vida é vocação".
É de grande estímulo espiritual este convite para o lançamento do novo ano pastoral.A vinha é do Senhor e nós convidados.Não somos os proprietários.A cultura actual leva-nos a conjugar os verbos ter,fazer e falar.O convite pede que sejamos
humildes e gratos servos da vinha do Senhor.
Armindo Garcia
24 de Agosto de 2008
Quando me preparo para uns dias de férias longe da Ericeira, não gostaria de partir sem exarar um reconhecido agradecimento pelo modo como decorreram as festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, momento alto de comunhão na terra e de encanto para os que nos visitaram.
À Comissão de Festas devo uma particular gratidão, pela lealdade, sentido de responsabilidade, humilde e generoso serviço, capacidade de sofrer as fadigas e algumas disparatadas incompeensões. Há sempre aspectos a melhorar, e perante uma avaliação ainda não concluída, consideramos o saldo imensamente positivo.
À Marinha Portuguesa, na pessoa do Senhor Comandante Silveira, Capitão do Porto de Cascais e do Delegado Marítimo na Ericeira, Senhor Sargento-Mór Narciso, incansável a facilitar todos os procedimentos e aos meus amigos pescadores,
gostava de reafirmar que encantaram a maior multidão que alguma vez se reunira na Ericeira.A beleza das procissões indicaram-nos um caminho,para mais longe e mais a cima.
À GNR, à Banda, aos Bombeiros,à Santa Casa da Misericórdia, a todos que enfeitaram as ruas com as colchas um profundo agradecimento. Lembraram-nos que caminhamos juntos para a paz e para uma solidariedade amiga, limpa de todos os egoismos,orgulhos e banais ganâncias.
Em Setembro queremos traçar novos caminhos da Paróquia impulsionados por São Paulo,ao ritmo da Igreja de Lisboa e Universal.
Termino como diz a oração colecta: No meio da instabilidade deste mundo,fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias.
Armindo Garcia
17 de Agosto de 2008
BOA VIAGEM
1.Vamos caminhar com Nossa Senhora da Boa Viagem. Na capelinha encontramos um pequeno painel de azulejos, por cima do arco, dedicado a Nossa Senhora do Bote, com a data de 1634. O homem do leme é S Pedro a quem Jesus confiou a sua Igreja. Nós entrámos neste bote pelo baptismo, por isso estamos implicados nesta viagem. Somos companheiros de viagem.
No primeiro mistério do rosário contemplemos a anunciação do anjo. Foi a maior viagem de Nossa Senhora, porque uma peregrinação interior realizada na fé em que Santa Maria diz um sim a Deus. Ela permanecerá sempre como o modelo íntimo da Igreja, porque caminho para a santidade, porque caminho no Espírito Santo. Muita gente não se dá conta da ausência de Espírito na sua vida e na sociedade. Anda na agitação e na azáfama como se fosse a lei suprema da vida e ainda não ganhou consciência de uma vida muito reduzida, sem fôlego e por vezes com caminhos mal andados.
Com Maria, a cheia de graça vivamos e caminhemos no Espírito.
A sombra do Altíssimo lembra-nos o nosso baptismo. À maneira do Povo do Antigo Testamento estivemos todos debaixo da nuvem. Maria, a virgem feita Igreja, para citar S.Francisco de Assis é o modelo da escuta e do cumprimento da vontade de Deus e cheia da Sua presença. Pedro, o guia da barca no meio das tormentas da história.
É uma ocasião favorável para revermos as nossas rotas às vezes perdidos neste imenso mar da vida, com ventos contrários.
2.No segundo mistério, contemplemos a visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. È um mistério de acolhimento, de hospitalidade e de encontro.
A exultação de Santa Isabel, ao receber a sua prima considera-se profundamente agraciada com a surpresa desta visita que faz que aqueles filhos de que as mães eram portadoras, dançassem de alegria lembrando a dança de David diante a arca da aliança.
A hospitalidade sugere-nos que na nossa cultura actual, talvez esteja mais presente a hostilidade como se o outro fosse um perigo iminente, para quem está fechado no seu casulo e com os limites da sua pretenciosa importância.
A agressividade omnipresente revela uma autodefesa instintiva. Talvez possamos passar da hostilidade à hospitalidade. Só pessoas muito reconciliadas podem ser acolhedoras. Maria revela-se profundamente unida ao seu povo, o servo de Deus Israel. Este sentido de pertença e de proximidade profunda fez de Nossa Senhora da Visitação,padroeira das Misericórdias. A misericórdia da Ericeira celebra este ano 330 anos. As leis pedem alguma engenharia financeira, mas sem espírito, sem compaixão, sem um humanismo coerente distraímo-nos com superficiais e vazias operações de cosmética, o que não nos dá algum estatuto. Mais que o cultivo de aparências peçamos a fina sensibilidade ao outro de que somos tão devedores.
Dentro das nossas fomes talvez venha à cabeça a fome de verdadeiros e confiantes encontros. Nossa Senhora transborda num grito de gratidão, o seu magnificat, ao ser surpreendida por um segredo que não imaginava descoberto. A gratidão é o mais nobre de todos os sentimentos e distingue-nos com o fino louvor porque se captou a vida como um DOM.
S.Pedro fez a expeiência de que Deus não faz acepção de pessoas, ele que pactuou com a visão estreita dos judaizantes que excluíam ou limitavam os gentios.
3.O terceiro mistério faz-nos meditar que Jesus entrou na nossa história, percorreu o caminho da natureza humana para nos oferecer um caminho acessível e certo para Deus.Estamos no Novo Testamento. Corremos o risco de regredir porque alguns esqueceram ou nunca ouviram a notícia que mudou o mundo. Não tendo experimentado o encontro com Cristo muitas vidas vivem antes de Cristo sem o entusiasmo e os critérios de Cristo. A notícia foi divulgada com generosidade: ”Se alguém está em Cristo é uma nova criação.
A Ericeira é desafiada a criar com qualidade e valores os seus filhos. É sinal de grande amor a iniciação cristã dos filhos. Já foi dito quando os pais não vivem como cristãos fazem dos filhos pequenos ateus. É muito pouco celebrar sacramentos só para a fotografia sem consequência e coerência de vida.
Pedro um médio empresário da pesca do mar da Galileia emigra para Roma ao serviço de um grande amor pastoral. Agora a vida tem outros parâmetros porque está vinculado a um ofício de amor: ”Tu amas-me, então apascenta as minhas ovelhas”. De pescador vai mudar as águas turvas do grande império romano.
4.No quarto mistério, Jesus é apresentado no templo, um costume da identidade do povo e da família de Jesus. Somos “nós e a nossa circunstância”, fomos moldados e enriquecidos pela pertença a um povo, a uma cultura.de que somos devedores. Consideramos uma grande riqueza o acumulado histórico que fez a memória colectiva da Ericeira e moldou em identidade os filhos da terra. Não podemos desprezar esta marca porque é da ordem do ser, muito mais valiosa do que os bens económicos. Aos que nos visitam pedimos que tenham sensibilidade para respeitar a nossa alma e aprendam a não ter uma amnésia dos valores. Gostamos de receber os que nos visitam mas não gostamos tanto de ser invadidos e vandalizados.
As ruas e as casas da Ericeira têem marca sagrada, tais os registos religiosos que nos levam mais alto e pedem o respeito de quem reza.e peregrina. O levantamento está a ser feito.Rua da Assunção, Travessa da Assunção, Rua da Conceição, Rua do Carmo. As dedicações das casas:Sagrada Família,Senhora da Conceição,Senhora da Assunção, Nossa Senhora da Boa Viagem, Notre Dame des Flots na Rua de Baixo, Senhora da Piedade Nossa Senhora da Misericórdia, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora de Fátima, Padroeira de Portugal, Nossa Senhora da Paz. Podíamos continuar com os Santos: Largo de S.Pedro, Rua de S.Felix, Rua e Travessa de Santo António. Largo de Santa Marta, Largo de S.Sebastião; Depois os paineis de S.João Baptista, S.Pedro, S.Lourenço, Santa Isabel, Santa Teresinha. Alguém me disse que já fotagrafou mais de duzentos registos de azulejos.
Já o mistério anterior manifesta as vicissitudes das viagens de Maria: Foram muitas as viagens da aflição: Não havia lugar para eles na hospedaria; entretanto a fuga para o Egipto; a apresentação no templo e anuncia uma espada de dor a atravessar a alma de Maria a e a antecipar o caminho do calvário.
O cerne do mistério diz-nos que somos consagrados e temos a dignidade de oferecidos a Deus.
5.O quinto mistério, diz-nos que o menino cresceu e Maria vai partilhar com os pais que são chamados a acompanhar filhos a caminho da idade adulta. Guardava tudo no seu coração, como quem liga as coisa interiormente. Um dia com os apóstolos experimentará a alegria da ressurreição e acompanhará o nascimento da Igreja. Com Maria a caminhar somos chamados a andar para a frente, como Igreja peregrina e às vezes perseguida e desprezada ou só para quando se precisa.
Vamos confiar a Maria as Famílias, os Pescadores, as Escolas, Todas as instituições da Ericeira, os nossos restaurantes e todas as actividades económicas, o azul e o luminoso das nossas casas e que dentro delas haja felicidade e paz. O prazer nem sempre coincide com felicidade se não houver fidelidade. Não esqueçamos os doentes, os abandonados, os emigrantes e aqueles que generosa e responsavelmente servem o bem comum, todas as instituições intermédias que tecem o nosso perfil. Vamos mais uma vez confiar a Nossa Senhora da Boa Viagem as obras do porto da Ericeira. Que seja um feliz ponto de chegada e.um seguro local de partida.
TANTO MAR
1.Vamos caminhar com Nossa Senhora da Boa Viagem. Na capelinha encontramos um pequeno painel de azulejos, por cima do arco, dedicado a Nossa Senhora do Bote, com a data de 1634. O homem do leme é S Pedro a quem Jesus confiou a sua Igreja. Nós entrámos neste bote pelo baptismo, por isso estamos implicados nesta viagem. Somos companheiros de viagem.
No primeiro mistério do rosário contemplemos a anunciação do anjo. Foi a maior viagem de Nossa Senhora, porque uma peregrinação interior realizada na fé em que Santa Maria diz um sim a Deus. Ela permanecerá sempre como o modelo íntimo da Igreja, porque caminho para a santidade, porque caminho no Espírito Santo. Muita gente não se dá conta da ausência de Espírito na sua vida e na sociedade. Anda na agitação e na azáfama como se fosse a lei suprema da vida e ainda não ganhou consciência de uma vida muito reduzida, sem fôlego e por vezes com caminhos mal andados.
Com Maria, a cheia de graça vivamos e caminhemos no Espírito.
A sombra do Altíssimo lembra-nos o nosso baptismo. À maneira do Povo do Antigo Testamento estivemos todos debaixo da nuvem. Maria, a virgem feita Igreja, para citar S.Francisco de Assis é o modelo da escuta e do cumprimento da vontade de Deus e cheia da Sua presença. Pedro, o guia da barca no meio das tormentas da história.
É uma ocasião favorável para revermos as nossas rotas às vezes perdidos neste imenso mar da vida, com ventos contrários.
2.No segundo mistério, contemplemos a visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. È um mistério de acolhimento, de hospitalidade e de encontro.
A exultação de Santa Isabel, ao receber a sua prima considera-se profundamente agraciada com a surpresa desta visita que faz que aqueles filhos de que as mães eram portadoras, dançassem de alegria lembrando a dança de David diante a arca da aliança.
A hospitalidade sugere-nos que na nossa cultura actual, talvez esteja mais presente a hostilidade como se o outro fosse um perigo iminente, para quem está fechado no seu casulo e com os limites da sua pretenciosa importância.
A agressividade omnipresente revela uma autodefesa instintiva. Talvez possamos passar da hostilidade à hospitalidade. Só pessoas muito reconciliadas podem ser acolhedoras. Maria revela-se profundamente unida ao seu povo, o servo de Deus Israel. Este sentido de pertença e de proximidade profunda fez de Nossa Senhora da Visitação,padroeira das Misericórdias. A misericórdia da Ericeira celebra este ano 330 anos. As leis pedem alguma engenharia financeira, mas sem espírito, sem compaixão, sem um humanismo coerente distraímo-nos com superficiais e vazias operações de cosmética, o que não nos dá algum estatuto. Mais que o cultivo de aparências peçamos a fina sensibilidade ao outro de que somos tão devedores.
Dentro das nossas fomes talvez venha à cabeça a fome de verdadeiros e confiantes encontros. Nossa Senhora transborda num grito de gratidão, o seu magnificat, ao ser surpreendida por um segredo que não imaginava descoberto. A gratidão é o mais nobre de todos os sentimentos e distingue-nos com o fino louvor porque se captou a vida como um DOM.
S.Pedro fez a expeiência de que Deus não faz acepção de pessoas, ele que pactuou com a visão estreita dos judaizantes que excluíam ou limitavam os gentios.
3.O terceiro mistério faz-nos meditar que Jesus entrou na nossa história, percorreu o caminho da natureza humana para nos oferecer um caminho acessível e certo para Deus.Estamos no Novo Testamento. Corremos o risco de regredir porque alguns esqueceram ou nunca ouviram a notícia que mudou o mundo. Não tendo experimentado o encontro com Cristo muitas vidas vivem antes de Cristo sem o entusiasmo e os critérios de Cristo. A notícia foi divulgada com generosidade: ”Se alguém está em Cristo é uma nova criação.
A Ericeira é desafiada a criar com qualidade e valores os seus filhos. É sinal de grande amor a iniciação cristã dos filhos. Já foi dito quando os pais não vivem como cristãos fazem dos filhos pequenos ateus. É muito pouco celebrar sacramentos só para a fotografia sem consequência e coerência de vida.
Pedro um médio empresário da pesca do mar da Galileia emigra para Roma ao serviço de um grande amor pastoral. Agora a vida tem outros parâmetros porque está vinculado a um ofício de amor: ”Tu amas-me, então apascenta as minhas ovelhas”. De pescador vai mudar as águas turvas do grande império romano.
4.No quarto mistério, Jesus é apresentado no templo, um costume da identidade do povo e da família de Jesus. Somos “nós e a nossa circunstância”, fomos moldados e enriquecidos pela pertença a um povo, a uma cultura.de que somos devedores. Consideramos uma grande riqueza o acumulado histórico que fez a memória colectiva da Ericeira e moldou em identidade os filhos da terra. Não podemos desprezar esta marca porque é da ordem do ser, muito mais valiosa do que os bens económicos. Aos que nos visitam pedimos que tenham sensibilidade para respeitar a nossa alma e aprendam a não ter uma amnésia dos valores. Gostamos de receber os que nos visitam mas não gostamos tanto de ser invadidos e vandalizados.
As ruas e as casas da Ericeira têem marca sagrada, tais os registos religiosos que nos levam mais alto e pedem o respeito de quem reza.e peregrina. O levantamento está a ser feito.Rua da Assunção, Travessa da Assunção, Rua da Conceição, Rua do Carmo. As dedicações das casas:Sagrada Família,Senhora da Conceição,Senhora da Assunção, Nossa Senhora da Boa Viagem, Notre Dame des Flots na Rua de Baixo, Senhora da Piedade Nossa Senhora da Misericórdia, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora de Fátima, Padroeira de Portugal, Nossa Senhora da Paz. Podíamos continuar com os Santos: Largo de S.Pedro, Rua de S.Felix, Rua e Travessa de Santo António. Largo de Santa Marta, Largo de S.Sebastião; Depois os paineis de S.João Baptista, S.Pedro, S.Lourenço, Santa Isabel, Santa Teresinha. Alguém me disse que já fotagrafou mais de duzentos registos de azulejos.
Já o mistério anterior manifesta as vicissitudes das viagens de Maria: Foram muitas as viagens da aflição: Não havia lugar para eles na hospedaria; entretanto a fuga para o Egipto; a apresentação no templo e anuncia uma espada de dor a atravessar a alma de Maria a e a antecipar o caminho do calvário.
O cerne do mistério diz-nos que somos consagrados e temos a dignidade de oferecidos a Deus.
5.O quinto mistério, diz-nos que o menino cresceu e Maria vai partilhar com os pais que são chamados a acompanhar filhos a caminho da idade adulta. Guardava tudo no seu coração, como quem liga as coisa interiormente. Um dia com os apóstolos experimentará a alegria da ressurreição e acompanhará o nascimento da Igreja. Com Maria a caminhar somos chamados a andar para a frente, como Igreja peregrina e às vezes perseguida e desprezada ou só para quando se precisa.
Vamos confiar a Maria as Famílias, os Pescadores, as Escolas, Todas as instituições da Ericeira, os nossos restaurantes e todas as actividades económicas, o azul e o luminoso das nossas casas e que dentro delas haja felicidade e paz. O prazer nem sempre coincide com felicidade se não houver fidelidade. Não esqueçamos os doentes, os abandonados, os emigrantes e aqueles que generosa e responsavelmente servem o bem comum, todas as instituições intermédias que tecem o nosso perfil. Vamos mais uma vez confiar a Nossa Senhora da Boa Viagem as obras do porto da Ericeira. Que seja um feliz ponto de chegada e.um seguro local de partida.
TANTO MAR
Tanta bondade
Tanta beleza
Tanta aventura
Tanto risco
Tanto ir mais além
Tanta angústia
Tanta serenidade
Tanta viagem
Tanto azul e prata
Tanta tormenta
Tanto infinito
Tanta imensidão
Tanto desafio
Tanta bonança
Tanta comunhão
Tanta intimidade
Tanta admiração
Armindo Garcia
17 de Agosto de 2008
Virgem Mãe do mesmo Deus,
Virgem filha de teu Filho,
Não há estrela de mais brilho
Nesses céus.
De olhar fito nesse olhar,
De olhos fitos nesses olhos,
Não há baixos, não há escolhos
Neste mar.
Vem a onda, sobrevém
Nova onda e nada teme
Quem te vê guinado o leme,
Virgem Mãe.
Tu guardaste em gozo e dor
Sempre na alma a paz de um templo;
Foste em vida nosso exemplo,
Mãe de Amor.
Navegando mas de pé
Neste mar cavado embora,
Vou na barca salvadora
Que é a Fé.
Não me assusta a multidão
De inimigos que me agride:
Contra a Torre de David
Tudo é vão.
Por feroz que esteja o mar
De repente forma um lago:
Basta um só reflexo vago
Desse olhar.
Esse olhar é quem a mim
Me encaminha e me socorre:
O meu norte é só a Torre
De marfim.
Meu Farol, refúgio meu,
Sol que dia e noite brilha,
Mãe de Deus e de Deus Filha,
Mãe do Céu.
Virgem filha de teu Filho,
Não há estrela de mais brilho
Nesses céus.
De olhar fito nesse olhar,
De olhos fitos nesses olhos,
Não há baixos, não há escolhos
Neste mar.
Vem a onda, sobrevém
Nova onda e nada teme
Quem te vê guinado o leme,
Virgem Mãe.
Tu guardaste em gozo e dor
Sempre na alma a paz de um templo;
Foste em vida nosso exemplo,
Mãe de Amor.
Navegando mas de pé
Neste mar cavado embora,
Vou na barca salvadora
Que é a Fé.
Não me assusta a multidão
De inimigos que me agride:
Contra a Torre de David
Tudo é vão.
Por feroz que esteja o mar
De repente forma um lago:
Basta um só reflexo vago
Desse olhar.
Esse olhar é quem a mim
Me encaminha e me socorre:
O meu norte é só a Torre
De marfim.
Meu Farol, refúgio meu,
Sol que dia e noite brilha,
Mãe de Deus e de Deus Filha,
Mãe do Céu.
Poema de João de Deus
Armindo garcia
10 de Agosto de 2008
Depois de no domingo passado termos sido favorecidos com a fartura de pão,somos agora desafiados à confiança.Precisamos mais de confiança do que pão para a boca ou simultaneamente as duas coisas.
Para Eric Erikson o nosso primeiro estádio de desenvolvimento sucede na fase oral,onde se adquire a virtude da confiança,testada pela desconfiança.Todo o desenvolvimento da nossa personalidade relacional,cresce à maneira de uma árvore,mas sempre com a força desta virtude basilar.Qualquer crise pede uma cura de confiança.
Apresentamo-nos com muitos desgastes de muitas guerras,de muitas inseguranças,como é próprio de uma sociedade onde a perigosidade,o risco da estrada,as projecções económicas teêm um efeito depressivo.
Para Eric Erikson o nosso primeiro estádio de desenvolvimento sucede na fase oral,onde se adquire a virtude da confiança,testada pela desconfiança.Todo o desenvolvimento da nossa personalidade relacional,cresce à maneira de uma árvore,mas sempre com a força desta virtude basilar.Qualquer crise pede uma cura de confiança.
Apresentamo-nos com muitos desgastes de muitas guerras,de muitas inseguranças,como é próprio de uma sociedade onde a perigosidade,o risco da estrada,as projecções económicas teêm um efeito depressivo.
Recomeça-se sempre pela confiança.
Esta semana é tempo alto da Ericeira,com a festa da Senhora da Boa Viagem,que devemos voltar a saborear.Nossa Senhora também teve viagens da incerteza e da angústia como quando foi ao recenseamento e não teve lugar na hospedaria para o nascimento de Jesus.Depois a fuga para o Egipto,a apresentação do Menino no templo e a promessa de uma espada de dor... a subida para o Calvário.
A maior viagem de Maria foi interior quando na Anunciação diz um sim a Deus.Que nos acompanhe nesta Boa Viagem.
Armindo Garcia
03 de Agosto de 2008
Este domingo o Evangelho Mt 14,13-21 manifesta-nos o humanismo e a solidariedade de Jesus ao contemplar a multidão,sem dúvida imensamente inferior à que visita a Ericeira neste mês de Agosto.O exemplar olhar de Jesus foi de uma profunda compaixão.Segundo a etimologia a palavra carrega o sofrer com aquela gente simples e necessitada e manifesta a finura da sensibilidade de Jesus.
Aqueles cinco pães e dois peixes abençoados chegaram para toda a gente e sobraram.Tal foi a partilha.
A Igreja ao terminar o segundo concílio do Vaticano,como que nos oferece o seu cartão de visita ao apresentar-se profundamente solidária e humanista na constituição pastoral a Igreja no mundo actual:
"As alegrias e as esperanças,as tristezas e as angústias dos homens de hoje,sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem,são também as alegrias e as esperanças,as tristezas e angústias dos discípulos de Cristo;e não há relidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração "GS 1.
Para haver compaixão é preciso um coração atento e acolhedor,limpo de todos os egoismos.A ganância impede a partilha e o estarmos centrados ou fechados em nós próprios ou no grupo de amigos não facilita o aparecimento de uma cultura da solidariedade.
Aqueles cinco pães e dois peixes abençoados chegaram para toda a gente e sobraram.Tal foi a partilha.
A Igreja ao terminar o segundo concílio do Vaticano,como que nos oferece o seu cartão de visita ao apresentar-se profundamente solidária e humanista na constituição pastoral a Igreja no mundo actual:
"As alegrias e as esperanças,as tristezas e as angústias dos homens de hoje,sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem,são também as alegrias e as esperanças,as tristezas e angústias dos discípulos de Cristo;e não há relidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração "GS 1.
Para haver compaixão é preciso um coração atento e acolhedor,limpo de todos os egoismos.A ganância impede a partilha e o estarmos centrados ou fechados em nós próprios ou no grupo de amigos não facilita o aparecimento de uma cultura da solidariedade.
Armindo Garcia